Um presentão de Natal


Este texto está sendo publicado com dez dias de atraso, porque eu queria escrever algo bonito e bem elaborado, com o mesmo cuidado com que o presente que ora quero agradecer foi preparado e embalado para chegar até minha casa. Porém, algumas coisas desagradáveis andaram acontecendo, minha rotina de trabalho deu uma apertada — afastando-me um pouco do computador — e não estou muito bem de saúde.

Contudo, se eu ficar esperando as condições ideais e a “inspiração” para escrever bem, não vou nunca sair da procrastinação.

Sábado retrasado eu estava dormindo no final da tarde, preparando-me para passar a madrugada acordado assistindo ao jogo de vôlei da Seleção. Acho que era contra a Bulgária, não importa. O fato é que por estar dormindo não ouvi a campainha tocar, e o porteiro acabou recebendo a encomenda para mim: uma caixa enorme, lacrada.

— Chegou por Sedex, seu Janio, veio de Ribeirão Preto — disse-me o homem.

Li o remetente e parte do mistério se esclareceu: era o presente que o Beto, da Doceshop, dissera que enviaria por um motivo que eu nem lembro mais. Juro que não esperava mais do que um ímã de geladeira e — no máximo — um folheto com receita de pastel de belém para fazer em casa.

Mas que nada!

A caixa enorme estava lotadinha de doces e guloseimas, que naturalmente não vão durar até o Natal — embora eu esteja fazendo um esforço tremendo para manter o conteúdo da caixa intacto.

Assim sendo, este texto é um agradecimento ao Beto, pela sua gentileza e generosidade.

Mas também é um reconhecimento de que diferente do que eu próprio digo, de vez em quando, esse mundo ainda tem jeito. Ainda há gente com valores que vão além do próprio umbigo, gente de palavra que não esquece uma promessa e que — mais importante — a cumpre de forma a surpreender positivamente os beneficiados.

Obrigado pela cesta, Beto, mas principalmente obrigado por ser esse cara sensacional que você tem demonstrado ser. Tomara que muito mais gente aprenda com você. O mundo vai ser, então, um lugar melhor para se viver.

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Um presentão de Natal

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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