Resenha de filme: ARQ

A ideia de ARQ não é nova: os protagonistas revivem um mesmo dia vez após vez devido a um dispositivo do tipo que existe em filmes de ficção científica. Só que tem um detalhe: é da Netflix, que sempre (ou quase) faz tudo bem feitinho.

18 de setembro de 2016 • Por Janio Sarmento, em Cultura

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A ideia de ARQ não é nova: os protagonistas revivem um mesmo dia vez após vez devido a um dispositivo do tipo que existe em filmes de ficção científica. Só que tem um detalhe: é da Netflix, que sempre (ou quase) faz tudo bem feitinho.

Na verdade eu gosto um pouco além da média destes filmes tipo “Feitiço do Tempo”, razão pela qual sequer hesitei quando vi a sugestão da Netflix de que eu assistisse ao seu lançamento do dia. E o que encontrei foi um filme de baixo orçamento com atores desconhecidos, cujos nomes dos personagens eu nem memorizei, mas que me fez ficar de olho grudado na tevê do primeiro ao último minuto.

A história se passa num futuro distópico em que o ar do planeta sequer é respirável. Um cientista inventa uma máquina que produz energia infinita que de quebra provoca os loops temporais que fazem com que as pessoas revivam o mesmo dia o tempo todo.

Acontece que esse cara tinha um emprego numa organização do mal que controla o planeta inteiro, e tinha uma namorada que ele perdeu quando fugiu do trampo. A namorada entrou para a organização que combate essa empresa do mal, e arma para cima do ex, querendo tirar grana dele (eu disse que a história não era nova). Porém acabam descobrindo que estão apenas repetindo o passado, e que existe um outro perigo a assombrá-los.

A ação se passa na casa do cientista, casa que é um misto de laboratório com pardieiro, e numa única cena “externa” (no sentido de que não é dentro do cafofo do cara). Como falei logo no começo, é Netflix, então é bem feitinho.

Apesar de que possa parecer que estou falando mal do filme, não estou. Já assisti episódios de séries badaladas cujos 22min pareceram muito mais longos que os quase 90min de “ARQ”. A obra consegue prender a atenção do início ao fim, e embora os iMacs disfarçados me incomodassem um pouco a curiosidade de saber como resolveriam a história era mais forte.

Até que chegou o final do filme. E, meu, que final mais ridículo! Tudo bem que seja meio padrão no cinema finalizar as histórias de maneira que os espectadores fiquem pensando no que possa ter sido, conjeturando, filosofando. Mas ao não entregar nada para dar um sentido de conclusão na história é um golpe muito baixo, e foi a única coisa que realmente desgostei no filme. Pena que a última impressão é a que fica.

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