Piloto que parou para rezar é condenado à prisão

26 de Março de 2009 • Por Janio Sarmento, em Opinião

Um piloto tunisiano que parou para rezar em vez de tomar medidas de emergência antes de seu avião espatifar-se nomar, matando dezesseis pessoas, foi sentenciado a dez anos na prisão por uma corte Italiana, juntamente com seu co-piloto.

Não vou traduzir toda a notícia (o link para ela está no final), porque me ineressa é justamente opinar acerca da atitude do piloto, que segundo o texto “sucumbiu ao pânico” deixando que a aeronave caísse no mar da Sicília, em vez de tentar alcançar o aeroporto mais próximo.

As asas do avião, ainda com os motores

As asas do avião, ainda com os motores

Quando li a manchete, num momento meio salsinha, e também porque já faz quatro anos que este acidente ocorreu (foi em 2005, no dia do meu aniversário), não imaginei que o sujeito tivesse surtado e deixado de cumprir com seu dever.

Ao contrário, imaginei que ele tivesse cometido algum delito menor, como atrasar a decolagem porque tinha de virar de bunda pro nascente, ou coisa assim.

Longe de mim criticar a decisão da Corte, mas fico pensando o que eu teria feito no lugar desse piloto.

Sim, porque numa situação de extrema como a queda inevitável de um avião, penso que até o Marcus, meu ateu favorito, entoaria uma oração.

Mas ao ler a notícia, vi que não era uma questão de fé, e sim de despreparo para tal situação.

O Cardoso falou de manei praticamente definitiva  sobre a atuação do Comandante Sullenberger que no início do ano pousou sobre o Rio Hudson um A380 A320 que apresentou problemas durante o voo, sem causar a morte de uma única pessoa. Talvez seja covardia comparar a experiência de um sujeito com 40 anos de aviação com a do piloto tunisiano sobre quem nada se sabe, mas de fato fica evidente que falta de treinamento adequado e seleção deficiente de colaboradores não são exclusividade das redes de supermercado franco-brasileiras.

Via: Reuters

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