O veneno nos comentários da Internet


Se você tiver sete minutos de sua vida para assistir a um vídeo, assista este aqui, logo abaixo. É em Inglês, legendado em Português.

Independente de ele ter saído de uma página de teorias da conspiração, podemos conferir várias verdades nele:

  • A maioria da sociedade não tem mais bom senso, empatia ou boa vontade.
  • A promoção da gentileza e da compaixão está restrita a círculos muito restritos.
  • As pessoas agridem por agredir, maltratam por maltratar, e seu principal objetivo parece ser provar que o outro está errado (e, por isso, não deveria nem existir).
  • A agressão é contagiosa, e mesmo que você não agrida de volta, ou que a agressão não seja diretamente contra você, o fato de presenciá-la é suficiente para você ser contaminado.
  • A única maneira de a sociedade livrar-se dessa doença coletiva é cada um, individualmente, enfrentar e conhecer o lado sombrio da própria alma; só que a maioria não quer fazer isso, preferindo gastar seu tempo com coisas inúteis ou fazendo selfies com cara de pato.
  • Na maior parte das vezes, permitir comentários na Internet é desrespeitar um trabalho feito com dedicação e esforço, porque é certo que odiadores de carteirinha vão depositar seus dejetos lá.
  • Mesmo sendo contra um sistema opressor, podemos estar reforçando-o quando utilizamos os seus mesmos “argumentos” ou métodos contra aqueles que “combatemos.”

Desde há muito que sou um defensor do fim dos comentários na Internet, pelos motivos descritos acima e porque, pelo menos no Brasil, se um comentarista fizer merda quem é responsabilizado é o dono da página, a despeito de haver ou não avisos inócuos de “os comentários não representam a opinião deste veículo.”

Antes que algum engraçadinho metido a smartass venha relinchar que apesar dessa opinião eu mantenho comentários abertos aqui neste blog já vou dizendo: os comentários aqui são abertos, 100% moderados, e exclusivamente porque de vez em quando algumas pessoas amigas deixam comentários aqui; é para elas que a área de comentários está aberta, e não para babacas vindos sei lá de onde (com esses eu lido nos bastidores mesmo).

Comentários Internet afora

Controlar os comentários do conteúdo que a gente mesmo produz é fácil. Como o cara do vídeo diz, é questão de desmarcar o “permitir comentários.” Mas e os comentários dos portais e sites de notícias?

A recomendação geral, claro, é a de não ler este tipo de coisa. Mas não raro nosso olhar é “atraído” para este lixo de maneira irresistível, e acabamos sucumbindo ao masoquismo irracional que habita nosso ser (uma porção demoníaca da alma que se identifica com a maldade e a bruxaria dos comentários de ódio travestidos de “liberdade de expressão”).

Para quem navega no celular ou no tablet não tenho uma sugestão a dar para lidar com o problema. Mas para quem usa o Chrome ou o Firefox para navegar no computador existe esperança: um userscript chamado Removedor de Comentários, que faz o que o nome sugere: remove das páginas dos sites e portais as áreas de comentários, para que você não fique mais exposto à tentação demoníaca de “dar só uma olhadinha.”

Como instalar o userscript removedor de comentários

Userscripts são pequenos programas que modificam de alguma maneira a funcionalidade de uma página, ao gosto do usuário e à revelia do dono do site.

Para instalar um userscript você deverá ter uma extensão de gerenciamento deste tipo de recurso.

Depois de instalar o gerenciador adequado para o seu navegador você só tem que visitar a página do userscript Removedor de Comentários e clicar no botão de “instalar.”

Pronto, pode voltar a navegar pelos sites de notícias e portais em geral, sem precisar passar pelo mar de ódio que os comentários em geral implicam.


Leia tudo que já publiquei sobre userscripts.

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O veneno nos comentários da Internet

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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