Meu bicho de estimação


Sexta-feira passada ganhei um presente deveras inusitado: um gato de raça, um exotic shorthair totalmente preto. Segundo a pessoa que me presenteou esta é uma configuração genética rara, um exotic de pêlo curto totalmente preto.

Na verdade, eu já vinha pensando em um animalzinho de estimação fazia muito tempo, principalmente depois de terminar um relacionamento de cinco anos de uma maneira não muito amigável — dificilmente é, permito-me essa digressão.

Inicialmente eu pensava em um cãozinho, talvez um yorkshire, ou outro desses menorezinhos. Mas o cãozinho teria o problema do barulho, e da necessidade de levá-lo para passear diariamente. Não posso me dar ao luxo de ter um compromisso desses, pois não tenho uma rotina de trabalho definida: assim como posso passar dois dias ou uma semana inteira trabalhando só em casa, posso ter de ficar dois ou três dias fora, ou voltando tarde da noite.

Mas eis que meu amigo, que é criador, ao saber que eu queria um bicho, resolveu me surpreender, mandando aqui para casa um animalzinho surpreendente, que se nas primeiras horas eu tinha dúvida se queria ficar com ele ou vender no Mercado Livre agora não posso nem pensar em mandá-lo embora (segundo informações, um filhote de exotic com a linhagem do Tommy pode chegar a custar dois mil reais).

Para quem pensava num cachorro, um gato pode parecer contraditório, mas não é. Pelo menos o Tommy não é.

As características alegadamente principais de um cão, comparadas às de um gato, costumam ser a lealdade, a disponibilidade para dar carinho incondicional, e o bom humor constante, em contrapartida à independência, à personalidade e a individualidade do gato.

Entretanto, o Tommy é o bicho mais doce e afetuoso que eu já conheci, e de mais fácil manutenção possível.

Independente, ele não faz suas necessidades fora da caixa de areia. Fácil de manter, bastam ração (de qualidade) e água. Carinhoso, quando eu chego da rua ele vem deitar aos meus pés, e quando vou ver tevê ele fica no colo, dormitando feito um gatinho despreocupado. OK, ele é isso mesmo, deixa para lá.

Além do mais, o Tommy é brincalhão, ativo, esperto. E adora brincar com o gato do espelho: tenho um espelho enorme na sala, e o bichano gasta algumas horas do dia brincando com o próprio reflexo.

Em suma, eu não imaginava que um bichinho pudesse ser algo tão legal de se ter em casa. Que ele pudesse demonstrar tanto carinho sem esperar em troca mais do que um prato de ração e uma tigela d’água. Que pudesse contrariar tanto qualquer expectativa que um ignorante como eu pudesse ter de um felino.

Para quem ficou curioso demais, eis uma fotinho dos dois gatões assistindo tevê. Ou melhor, do gatão assistindo tevê, e o gatinho ronronando fingindo dormir (mas os “zoião” abertos dele na foto denunciam sua farsa).

tommyjanio.jpg

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Meu bicho de estimação

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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