Heroes Segunda Temporada


Atenção! Este artigo contem spoilers sobre a segunda temporada de Heroes, até o terceiro episódio! Se você ainda não viu, ou se tem alguma coisa contra este tipo de artigo, pare de ler imediatamente! O aviso está dado!

Enfim, chegamos ao terceiro episódio da segunda temporada de Heroes. Assim como aconteceu comigo na primeira temporada, a segunda está prendendo minha atenção durante cada minuto de cada episódio. Os autores foram mesmo muito felizes na criação da série.

Dos três episódios até agora levados ao ar, o terceiro foi, em minha humilde opinião, o melhor, mas também trouxe algumas decepções que eu espero não sejam um sinal de como será a temporada inteira.

Para começo de conversa, o Sylar já tinha enchido o saco na primeira temporada. No último episódio, quando Hiro enfiou a katana no bucho dele, ficou mais do que claro que o cara não tinha morrido, e de alguma forma tinha sido arrastado para um bueiro nas proximidades do Plaza Kirby. Agora, na terceira temporada, o cara reaparece sem nenhum poder, mas com a mesma pose de vilão, o que foi até uma solução interessante para o seu reaparecimento, embora naquela casinha no meio de uma floresta com a Candice.

Aliás, foi bem providencial que o Sylar tenha arrebentado a canequinha na fuça da Candice, primeiro para gente poder ver a real aparência dela, e segundo para ficarmos livres de situações extremamente fáceis usando as ilusões criadas por ela.

Falando em vilões, Peter Petrelli como o novo vilão da temporada parece realmente interessante. Foi outro personagem ruim — em minha humilde opinião — que conseguiram dar uma transformada para melhor. E considerando que ele não precisa matar as pessoas para absorver seus poderes, basta ficar por perto, ele vai ser um vilão mais poderoso que o próprio Sylar, já que ele já tem, por exemplo, o poder da invisibilidade absorvido do Claude.

Mas não dá para esquecer que em essência o Peter Petrelli é um banana, só perdendo em chatice para o irmão dele. E quando a Molly Walker falava no Boogie Man (bicho-papão)

E sobre as mortes do Sr. Nakamura e da Angela Petrelli, já que falei em Claude, eu acho que ele, Claude, tem alguma coisa a ver com elas. Ou como alguém explicaria que a Angela tenha sido atacada ontem e não houvesse ninguém além dela na sala de interrogatório?

Bem, talvez não seja mesmo o Claude. Uma das decepções, para mim, da segunda temporada, é justamente a falta de novos heróis com novos poderes. Mesmo o Takenzo Kensei, em 1671, no Japão Feudal, tem o mesmo poder que todo mundo já tinha visto na Claire. O namoradinho da Claire tem o mesmo poder que seu pai biológico (o pai da Clair, não do namoradinho): voar. Talvez isso se deva ao fato de que para construir o Sylar a cada episódio da primeira temporada ele roubava os poderes de alguém diferente: ora ele roubava superaudição, ora telecinese, ora a radioatividade do cabeludo aquele… Os autores acabaram esgotando muito rápido o repertório de idéias.

Entre os novos personagens, contudo, merece uma menção mais do que especial a aparição dos irmãos mexicanos Maya e Alejandro. Os dois jovens latinos quebraram um pouco aquela hegemonia dos brancos “porque acham que são superiores” e dos negros “que têm que aparecer em qualquer enlatado”. Particularmente, a beleza física de Maya, seu jeito despojado, a imagem de frágil, apesar de seu incontrolável poder — o único novo que se me ocorre agora. E a presença constante de seu irmão, que tem o poder complementar, capaz de trazer de volta a vida àqueles mortos por Maya.

Não demora muito para que eles atravessem a fronteira, e caiam nas mãos da “companhia” ou de quem quer que seja. Aí eu quero ver se ela vai sair dizimando a humanidade ou o quê.

Alguns poderes, retomando o assunto, eu creio que deveriam ser trazidos de volta à série, para dar um tom mais provocativo aos episódios. Por exemplo, o poder de cura do Lindermann, que poderia aparecer em alguém num lugar bem pobre, curando os doentes de males terminais ou crônicos, e levando o ódio à indústria farmacêutica; ou então restaurando a fertilidade em solos depauperados, promovendo a agricultura e ajudando a solucionar o problema da fome (não precisaria mais mandar ninguém para Marklar).

Em resumo: o Tim Kring pode fazer o que bem entender com a série, que Heroes vai continuar sendo a minha preferida. Por mais que eu critique, toda segunda estarei viajando para Nova York só para assistir o episódio por lá (já que não passa por aqui ainda, sabe como é, né).

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Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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