Hackeando o sono


Um blogue que eu acompanho diariamente é o hack-a-day, que como o nome sugere fala da arte do “hacking”, ou seja, fuçação, ou a arte de mexer nas coisas. Mais especificamente, o blogue trata de iniciativas de alteração do funcionamento natural das coisas (como o moleque da propaganda de Danoninho, que desmontava e remontava o despertador, e com as peças restantes ele fazia um robozinho).

Hoje abri o BlogLines e tomei um susto ao ver o “hacking” que ele estava comentando: “hacking sleep“. Pô, hackear o sono?

A idéia é aumentar o tempo de vigília modificando o ritmo do sono, dormindo trinta minutos a cada quatro horas. A explicação para isso seria o fato de que os primeiros trinta minutos de sono são os que propiciam o chamado sono R.E.M., que é a fase em que o sono é mais profundo e reparador.

Claro que eu pensei inicialmente que fosse uma piada, como o dia de 28 horas. Mas não é. No próprio artigo original há links para blog e artigo acerca do assunto que dão um bom ponto de partida para colher informação sobre o assunto.

Pesquisando no Google por “sono polifásico” (este é o nome que se dá a esta modalidade de sono “picado”, em contrapartida ao sono monofásico, em que se dorme durante várias horas consecutivas) encontrei vários artigos em Português, evidenciando que não é novidade alguma o assunto, eu que sou muito ignorante desinformado.

O primeiro artigo que abri foi um da Folha (vale a pena ler), que imediatamente contraria o que diz o dono do blogue aquele que está registrando suas experiências sobre o assunto, e mesmo aquele artigo que o Hack-a-Day cita como tendo sido seu ponto de partida sobre sono polifásico. O artigo da Folha diz que não é necessário período de adaptação. O cara que deu depoimento disse que durante três semanas ficou igual a um zumbi, embora já esteja conseguindo manter uma agenda de sono que lhe permite 21h de vigília, contra 15h ou 16h de uma pessoa praticante do sono monofásico.

É claro que esse assunto interessa tanto (a mim) porque eu ando com um déficit de tempo mui grande. Vinte e quatro horas são pouco para tudo que tenho tido de fazer. Ainda mais que é época de provas na faculdade, e a minha faculdade ao invés de fazer provas prioriza os trabalhos.

Ou talvez essa seja apenas mais uma viagem. Como tudo o mais.

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Hackeando o sono

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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