Eu também vou protestar!


Dia 15 de março foi o dia de as pessoas saírem para as ruas para protestar contra o governo Dilma, contra a corrupção, pela volta do regime militar, pela liberdade e pela democracia. Foi o dia de as pessoas defenderem o país nas ruas, usando as cores e as camisetas da CBF, de fazerem a catarse de seu descontentamento com o status quo atual.

Não me animo a ir para a rua no meio de um monte de gente fedida que eu nem conheço, principalmente em meio as que usam a pretensa revolta contra a corrupção para destilar seu inconformismo com os filhos de empregadas (e as próprias empregadas) que agora fazem faculdade junto com os filhos da madame, com os pobres que saíram da rodoviária e foram para o aeroporto, com os favelados que agora conseguem se alimentar melhor do que há poucos anos atrás, com os “isentos” (de Imposto de Renda) que agora ostentam iPhones pré-pagos por toda parte.

Assim, resolvi executar um ato de sofativismo e neste post vou protestar contra algumas demandas que me afetam direta ou indiretamente. Quem se sentir representado compartilha, dá like, clica nas propagandas. Ops, não tem propaganda para clicar, mas as outras coisas pode fazer.

Pela volta do R no infinitivo dos verbos!

Meu amigo Franco diz que a Língua é um organismo vivo, por isso tanta gente tenta assassiná-la. Eu próprio tenho uma certa formação em Letras, e tecnicamente sei que é natural essa transformação que um idioma sofre, rumo à criação de novas palavras, à alteração das regras de grafia, e à simplificação de algumas estruturas e à adição de complexidade em outras.

Contudo, não aguento mais a barbárie da amputação do R dos verbos no infinitivo. Não suporto mais ler coisas do tipo:

  • “Vo passa lá mais tarde”
  • “Tábua de passa”
  • “Vo faze o que quise”

Deus, por favor não permita que essa crueldade se perpetue!

Pela volta do D no gerúndio!

Essa demanda me afeta diretamente, e também ao meu amigo Israel.

Nem ele nem eu aguentamos mais fica leno construções frasais escrotas. Estou falano sério!

Pela obrigatoriedade de ser alfabetizado para entrar na faculdade!

O que tem de gente por aí formada, pós-graduada, que não consegue nem interpretar uma frase, não está no gibi!

Fica aqui meu protesto exigindo uma lei que obrigue as pessoas a serem plenamente capazes de ler e interpretar um texto para poder entrar na faculdade, e principalmente se for numa faculdade que forme novos professores.

Para que se fabrique cerveja sem álcool com gosto de cerveja!

Esta não é uma questão que me afete diretamente, porque eu muito pouco gosto de cerveja.

Mas meus amigos abstêmios são consumidores de cerveja sem álcool, e eu sei o quando eles sofrem com essa pouca vergonha que rege os fabricantes, que produzem bebidas com gosto de qualquer coisa menos daquilo que dizem ser.

E você, pelo que protesta?

Deixa seu protesto aí nos comentários. Se for algo com que eu concorde, o protesto será publicado.

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Eu também vou protestar!

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

Um comentário

  • lufreitas:

    pela reforma política, mas com este tanto de analfabeto, fica difícil… 🙂

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