ERGO 520: delícia de mouse


Adoro meu MacBook, mas quando trabalho com ele em casa faço questão de usar um teclado externo, até para não destruir o teclado da própria máquina — e eu gasto um teclado vagabundo a cada cinco ou seis meses. Gastava. Resolvi investir em um teclado Microsoft (já que os teclados da Apple são muito caros ainda em Terra Brasilis, e eu não tenho mais viajado para o Exterior (cof cof Paraguai cof cof) para fazer compras. Agora, em vez de gastar um teclado vagabundo a cada cinco meses vou gastar um teclado Microsoft em periodicidade ainda incerta e não sabida.

Apesar de o MacBook ser o computador mais próximo da perfeição que meu dinheiro foi capaz de comprar, ele sofre de um mal característico desse tipo de aparelho: a porcaria do trackpad (ou touchpad, ou sei lá como se chama aquilo), que é uma das coisas mais não usáveis que já inventaram. Por isto eu sempre carrego comigo um mouse adicional, para facilitar um pouco minha vida mesmo fora de casa.

Atá então eu usava um mouse Genius dos mais simples, mas também dos melhores que já tive: um Netscroller grandão (adequado ao tamanho da minha mão — detesto mouse pequenininho). Parece um tratorzinho: encara qualquer superfície, não engasga, é preciso, macio, e faz o seu papel sem reclamar.

Contudo, minha mãe — que mora numa região afastada dos centros urbanos — estava com uma porcaria de um mouse minúsculo, com o botão esquerdo quebrado, sofrendo para conseguir usar o computador. Dei meu tratorzinho a ela, naturalmente, e comprei um novo mouse para mim, um Genius ERGO 520 (não tinha igual no Mercado Livre quando redigia este texto).

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ergo520

Escolhi um modelo com fio por dois motivos: primeiro porque detesto essa paranoia de ter que ficar carregando bateria de teclado e de mouse; já chega não poder me livrar disso no notebook propriamente dito, e no celular; e em segundo lugar, porque o rádio desses mice costumam operar na mesma frequência (todos eles), e não é raro que duas pessoas próximas com mice semelhantes interfiram uma no trabalho da outra.

Sobre o mouse que escolhi, primeiramente destaco o formato do mouse: grande, cabe na minha mão, e talvez pudesse ser melhor se se encaixasse perfeitamente em ambas as mãos (para mim, beleza, já que sou destro mesmo). Em segundo lugar o preço: apenas quarenta Reais na Digímer da Coronel Vicente, em Porto Alegre. Em terceiro, mas não que isso seja mais ou menos importante que qualquer outra característica, destaco a precisão do dispositivo, que não chegou a me surpreender porque meu tratorzinho também era joia nesse aspecto (e eu não daria para minha própria mãe um mouse de que eu próprio não gostasse).

De cara o Ergo chama atenção também pela quantidade de botões: os tradicionais esquerdo e direito e mais a “rodinha”; dois botões para controle de mídia (adiantar e recuar faixa); dois botões para controle de volume do computador; e um que serve para ajustar a resolução do mouse (muito útil quando o espaço na mesa é apertado: você aumenta a resolução do mouse e precisa deslocá-lo menos para movimentar o cursor pela tela).

Além disso a “rodinha” do mouse é sensível, além do movimento de rolamento, a toques na sua lateral. Com isso o usuário tem controle do rolamento horizontal do documento ativo.

O melhor de tudo é que — como tem sido com todos os periféricos que tenho experimentado no MacBook — foi só plugar o cabo USB e sair usando todos os recursos que o novo mouse tem a oferecer.

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Acredito que o Mighty Mouse seja um produto estupendo, maravilhoso e perfeito como tudo que vem da Apple, mas com um quinto do preço de um Mighty Mouse fuleiro comprei um Genius maneiro. Quem puder criticar que critique, que eu vou continuar sendo feliz com meu mouse “genérico”.

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ERGO 520: delícia de mouse

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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