Entrevista com o spammer


Antes de mais nada, o endereço original da matéria: http://www.theregister.co.uk/
2005/01/31/
link_spamer_interview/
. Quem quiser ter opinião a respeito do assunto, pode ir beber direto da fonte.

Pois bem, não é a primeira vez que “The Register” oferece uma matéria interessante sobre um assunto tão famigerado como o spam. Eu mesmo já falei sobre isso antes (A Podridão do Spam), aqui no blog. Desta vez eles foram entrevistar um comment spammer (eles deram a entender que podia ser uma mulher, mas não me convenci), desses FDPs que ficam emporcalhando os blogs alheios com seus anúncios de cassinos, putaria e remédio para impotência.

A reportagem vale a pena ser lida, mas três pontos são importantes de ressaltar.

Primeiro, o argumento patético do spammer: “não é nada pessoal”. Ou seja, eles não estão nem aí para sobre o que ou de quem é o blog. Se for possível criar um script que insira automaticamente (via curl) os comentários no blog (ou site) portador de deficiências, é isso que interessa.

Segundo, o mais impressionante de tudo: o tamanho das cifras. Como o artigo foi escrito em solo britânico, a moeda é a Libra. E o spammer disse que obtém receitas mensais de sete dígitos! E quase sem trabalho algum, basta deixar a máquina ligada à noite, e na manhã seguinte dar uma olhada para ver se está tudo bem. Alguém saberia me dizer o quanto em reais representa £1,000,000? (Esta é uma pergunta meramente retórica, crianças).

Terceiro, e aí não há, ou não deveria haver, nenhuma surpresa: o negócio dos spammers só é viável porque há gente que compra os produtos e serviços que se beneficiam de SEO (search engine optimization), ou seja, jogadores, viciados e punheteiros compulsivos em geral, haja vista os objetos de divulgação desse spam serem sites pornográficos, cassinos ou gente que vende medicamentos controlados para quem quer comprá-los sem controle.

O cara ainda dá umas dicas interessantes. Por exemplo, ele diz que link spammers são melhores que e-mail spammers, porque estes freqüentemente instalam programas à revelia do usuário, para fazerem seu “trabalho”, enquanto aqueles apenas utilizam-se de open proxies para postar seus “comentários” nos milhares de blogs que são suas vítimas. Isso, é claro, para que os IPs de suas próprias máquinas não venham a ser bloqueados, ou suas contas em seus respectivos provedores encerradas.

Bummer!

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Entrevista com o spammer

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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