Beryl no Feisty: agora vai


Como meus leitores habituais sabem, eu adoro as frescuras visuais que o Beryl proporciona. Desde quando publiquei o artigo Burn, Baby, Burn! que vinha usando-o como ambiente gráfico preferencial (eventualmente eu o desabilitava, repondo o Metacity, para poder rodar o Google Earth). Vinha, porque ao atualizar o Ubuntu (ver Ubuntu Feisty Fawn versus Beryl para mais informações) acabei perdendo o Beryl, e não consegui mais instalá-lo facilmente.

Na verdade, o Feisty vem com o Compiz pré-instalado, e ele tem algumas das características do Beryl — li em algum lugar que os dois estão sendo desenvolvidos de maneira unificada agora, mas não atesto nada. Mas quem sentiu o gosto de ver o Beryl rodando feito um doce não se contenta com a miséria que o Compiz provê.

Contudo, mais uma vez fui salvo pelo Hamacker. O blog dele é sensacional, e vira e mexe ele publica dicas sensacionais para usuários do Linux. Havia um tempo eu tinha visto as dicas dele para compilar o Beryl à mão (Reconstruindo pacotes do beryl-svn no Ubuntu Feisty), mas devido à complexidade das mesmas acabei não executando o procedimento todo (parei no terceiro de muitos pacotes para compilar). Contudo, ele publicou um novo artigo, desta vez facilitando bastante as coisas (Reconstruindo pacotes do beryl-svn no Ubuntu Feisty, um jeito mais fácil), pois há um script que faz praticamente tudo sozinho.

Comigo funcionou que foi uma beleza. Executei o script, e fiquei alerta às mensagens de erro. Segundo o artigo, bastaria continuar a compilação de onde tivesse parado que tudo daria certo, mas meu Linux estava com uma versão muito antiga do pacote do Python. Uma olhada atenta na mensagem de erro (que me disse o nome do pacote) e um sudo apt-get update resolveram a parada.

Ao fim do procedimento, no subdiretório debs (ver o artigo do Hamacker para mais informações) havia diversos pacotes prontos para instalação. executei um dpkg -i * no diretório e pronto.

Então, foram dois comandos: a chamada do script, para compilar e gerar os pacotes, e outro para instalar todos os pacotes de uma vez (tive de repetir, pois às vezes alguma dependência não era satisfeita, mas na repetição tudo funcionou), e estava tudo feito.

Emoção, emoção: executei o beryl-manager, coloquei as opções de renderização todas no modo automático e chamei o programa de configuração. Aleluia! Estavam lá todos os plugins e opções de configuração! Agora tenho novamente minhas janelinhas queimando, tenho um zoom decente na área de trabalho, transparências, janelas elásticas, e tudo aquilo que enche os olhos dos pobres e invejosos usuários do Aero.

Se alguém quiser os meus .debs compilados, posso colocar tudo num zip e disponibilizar para download, mas não me responsabilizo por absolutamente nada que possa acontecer com seu computador ou consigo (incluindo ataques noturnos de esquilos ninjas lambedores de cartão). É só pedir.

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Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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