#365Posts – Por que eu me arrependi de participar do Desafio da Girafa

O "Desafio da Girafa" teve resultados surpreendentes para mim, e nem todos tão agradáveis assim.


Você sabe que eu escrevi um post sobre o Desafio da Girafa, na madrugada de domingo para segunda. Mas com certeza não sabe que se eu puder mudar alguma coisa quando reviver essa encarnação futuramente, vou tentar lembrar de não escrever este post.

Sad Giraffe

Não que eu tenha mudado de opinião quanto à brincadeira em si: ela é ótima, divertida, inocente, serve para crianças e adultos brincarem (diferente dos jogos de “como-não-como”, ou sei lá como chamam).

O que acontece é que nas últimas 48h o meu post foi visitado mais de 100.000 vezes. Isso mesmo, mais de cem mil visitantes únicos. E quando algo que você faz fica exposto a essa quantidade imensa de pessoas, não tem como ficar imune aos efeitos destruidores da exposição. Vou citar os principais abaixo, sem nenhuma ordem específica.

Decepção com as pessoas próximas

Antes de explicar este tópico, quero dizer que as pessoas que se identificarem com o que estão prestes a ler não precisam se justificar para mim. É sério, eu sei que o problema sou eu, com minhas expectativas sobre as pessoas com quem convivo.

Estou falando das pessoas próximas que erraram a resposta da pergunta, e não trocaram a foto do perfil. Eu me senti usado por vocês, enganado, uma vez que vocês entraram na brincadeira para cumprir as regras, e não cumpriram. Aliás: disseram que iriam cumprir as regras, mas não o fizeram.

Impossibilidade de responder a todos com a atenção que merecem

Um problema realmente grave foi causado pela quantidade de gente enviando respostas para mim, para eu validá-las no Desafio da Girafa. Não contei até o fim, mas contabilizei mais de 400 mensagens até parar de contar.

É impossível de lidar personalizadamente com essa quantidade de gente, que também tem expectativas e não faz ideia de quem está do outro lado da tela (eu, por exemplo). Aí elas querem resposta imediata à sua interação — provavelmente por pensarem, cada uma, serem a única pessoa que teve a ideia de me escrever. E elas querem discutir semântica e filosoficamente uma charada, um jogo bobo, querem que eu as autorize a não usar o avatar de girafa, e por aí vai.

Mas tudo o que eu posso fazer é mandar uma resposta “enlatada”, um “exatamente” para quem acertou, ou uma explicação rápida para quem errou. E ignorar solenemente as interações subsequentes.

Pedidos de amizade absurdos

Eu não consigo entender o que leva pessoas absolutamente estranhas entre si a criarem um vínculo de “amizade” no Facebook.

Uma infinidade de pessoas com absolutamente nada a ver comigo, crianças (dá licença), torcedores fanáticos de futebol, funkeiros…

Lidar com essa quantidade absurda de pedidos de amizade (todos negados, menos um) também é bastante frustrante.

Comentários negativos

Num determinado momento tive de fechar os comentários no post, por causa da quantidade absurda de manifestações negativas, das quais destaco:

  • Ofendidinhos: aqueles que não gostaram da minha opinião, e ficaram me chamando de babaca para me desqualificar (nenhum teve culhão de usar o próprio nome, escondem-se atrás de pseudônimos);
  • Trapaceiros: aqueles que queriam que eu desse a resposta a eles, para então responderem “certo” para outro participante do jogo, a posarem de fodalhufos.
  • Analfabetos funcionais: os que incapazes de interpretar um texto achavam que eu tinha inventado o jogo, que respondiam pelo próprio comentário, querendo participar, e outras atrocidades.

Acusações gratuitas

A pior situação a que fui exposto nessa configuração toda foi ser acusado por uma fedelha de kibar um pretenso post de um menino qualquer do círculo de amizades dela. Eu sei que nessa fase da vida os hormônios sobem para cabeça, e na tentativa de mostrar ao rapaz o quanto elas o amam, as meninas são capazes de fazer e dizer qualquer merda na defesa dele (aprendi isso na segunda temporada de Criminal Minds).

Depois de muito investigar descobri que a imbecil tinha visto o meu post ser compartilhado pelo dito cujo mancebo, e acreditou que ele fosse o autor do meu texto.

É claro que perti as estribeiras, fiquei mal, adoeci fisicamente, porque só quem não faz mesmo a menor ideia de quem eu sou para pensar que eu plagiaria algo de alguém.

Plágio

E por falar em plágio, vi meu texto ser replicado Internet afora, sem ter autorizado nenhum dos filhos da puta a copiarem. Com alguns entrei em contato, e as desculpas sempre as mesmas dos plagiadores: recebi por email, o texto não é igual ao seu, quem me garante que foi você mesmo quem escreveu, e por aí vai.

Quem produz conteúdo, em vez de copiar e colar, não suporta passar por este tipo de situação. E se eu soubesse que meu post faria tanto “sucesso”, juro que o teria movido para a lixeira em vez de publicar.

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Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

2 comentários

  • loko:

    uiii, ta parecendo que vc inventou a internet!

    Responder
    • Janio Sarmento:

      E você está parecendo que defecou o cérebro na última diarréia.

      Responder

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