#365Posts – Minha vivência com a computação móvel


Galaxy Note
Galaxy Note

Galaxy Note, o meu favorito

Desde que comecei minha vida profissional (e isso é lá pela época da escola) que eu sempre fui “viciado” em tecnologia. Como diz meu amigo, eu respiro Internet, computadores, tablets, celulares e toda corte de traquitana eletrônica que possa existir.

Da mesma forma, sou um grande entusiasta de novas ideologias e metodologias de trabalho. Acho um absurdo, por exemplo, que um profissional competente e qualificado precise produzir para uma empresa, em troca de salário, subvencionado ao tiquetaque do relógio ponto.

Meu último emprego “formal” (tanto quanto possível) rendia uma grana considerável, porém me matava um pouco a cada dia porque eu era obrigado a cumprir horário com precisão britânica, pouco importando para o “patrão” se o horário em que sou mais criativo e produtivo vai das 17h à meia noite, e que pela manhã eu só sirvo para absorver informação, produzir mesmo não tem jeito.

Alguns trabalhos precisam ser desempenhados com presença física na sede da empresa. Por exemplo, atendentes de pontos de venda. Mas profissionais de tecnologia da informação (não só analistas e programadores, mas muitas outras funções incluídas, como jornalistas e redatores) deveriam poder se beneficiar muito mais da possibilidade de trabalhar remotamente utilizando-se das facilidades providas pela Internet.

Um exemplo de jornalista trabalhando remotamente usando iPad e iPhone pode ser encontrado no link abaixo (aproveite e torne-se leitor do BR-Mac, caso ainda não o seja):

Muito além do home office: usando a tecnologia para trabalhar de onde você quiser estar

Dispositivos móveis são computadores completos

À guisa de comparação, posso dizer que o celular que carrego no bolso atualmente é infinitamente superior, em termos de capacidade de processamento e armazenamento, que o meu primeiro computador — um MSX Hotbit, que ainda existe.

E creiam-me: eu ganhei dinheiro com o Hotbit, escrevi sistemas que rodavam em dBase II+, em BASIC, e o carregava debaixo do braço para feiras e eventos, a fim de automatizar alguma tarefa que precisasse de computação.

Não era exatamente o mesmo conceito de computação móvel que se tem hoje (profundamente dependente da “nuvem”, Internet, coisa e tal), mas o velho Hotbit facultava ir a um rodeio, por exemplo, para automatizar a contagem de pontos e o levantamento de premiação. Isso já era um indicativo de que rumo eu quereria dar à minha vida, só que não sabia.

Minhas necessidades profissionais

Minha vida profissional tem requisitos bastante simples: preciso de conexão constante à Internet e um dispositivo que me permita acessar ferramentas web, email e SSH de onde quer que eu esteja. Claro que há muitos desdobramentos dessa premissa, como os softwares que dão vida aos dispositivos, ou ao caderninho mais lapiseira que uso como memória auxiliar, numa eficiência que nenhuma área de transferência pode alcançar.

Meus brinquedos de gente grande

Dizem que os homens são meninos eternos, só o que muda é o preço do brinquedo (e o endereço do playground).

Como meu escritório fica numa parte de minha casa, dou-me ao luxo de ter um iMac de 27 polegadas, o que para muitos é um exagero (segredinho: não é), e para uso dentro e fora de casa disponho de um MacBook Pro de 13 polegadas (porque é o melhor custo benefício da categoria), um iPad 3, um iPhone 4 e um Samsung Galaxy Note (que no momento roda uma ROM “alternativa” com Android Jelly Bean, ainda não disponibilizada oficialmente pelo fabricante).

No decorrer dos anos já tive diversos outros handhelds, como os fantásticos Dell Axim, BlackBerries, diversos “sabores” de Palm, agendas eletrônicas Casio, etc. Todos, em suas épocas, facilitaram muito minha vida, e por mais que estes dispositivos lembrem telefones turbinados, ou agendas eletrônicas anabolizadas, eles são verdadeiros computadores pessoais.

De todos os meus brinquedos, o de que mais gosto é o Galaxy Note. Abstraindo-se que ele seja um telefone (é muito grande para quem vai viver com o aparelho pendurado na orelha), é um tablet nas dimensões ideais: nem pequeno, nem grande. Seu hardware é poderoso, e o Android vem se consolidando a cada edição como o melhor sistema operacional para dispositivos móveis existente no momento.

Eu gosto muito do iPad e do iPhone, tanto que não pretendo me desfazer de nenhum dos dois tão cedo. Mas a menos que o iOS evolua radicalmente num futuro próximo, a ponto de deixar o Android na poeira, não pretendo mais atualizar estes dispositivos.

Por que dispositivos móveis me são importantes

Como falei no início do post, sou defensor inconteste da liberdade que trabalhar sem estar atrelado a um cartão ponto ou a ter que ir ao local de trabalho proporcionam. Os meus dispositivos móveis, aliados a uma conexão 3G (ou Wi-Fi quando disponível) me permitem trabalhar de onde quer que eu esteja. E na maioria das vezes os clientes nem tomarão ciência se estou prestando o serviço que eles compram a partir do iMac ou do Galaxy Note, por exemplo.

São meus portáteis que me permitem viajar para toda parte para estar com as pessoas que eu amo, que me facultam passar um dia inteiro no lugar que der na veneta, sem prejudicar o fluxo de trabalho. E são também eles que me permitem trabalhar e me divertir a partir do sofá, da cama, durante algum passeio, etc.

Em resumo, a computação móvel me faz mais feliz — no sentido de felicidade que pode ser proporcionada por coisas. Principalmente quando jogo uma partidinha de DrawSomething, aí é alegria pura!

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Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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