#365Posts – Faça diferente neste Natal

O que você pode fazer para tornar o Natal uma época menos hipócrita e enfadonha, sem abrir mão do seu adorado comportamento consumista? Eu tenho algumas ideias sobre isso.


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Não vou entrar no mérito de que o Natal é uma data comercial criada para estimular o consumismo, blá blá blá. Isso é chover no molhado, pois todo mundo sabe disso, e nem por isso as pessoas deixam de gostar do Natal. Tá, nem todas: eu, por exemplo, detesto essa época do ano, e se pudesse eu entrava em hibernação dia primeiro de dezembro e só acordava no dia 31, já em Copacabana para ver a queima de fogos (afinal, eu não gosto do Natal, mas o Ano Novo eu adoro).

Mas falemos do genérico, e não das exceções.

O comércio todo fica ansioso por meter a mão nos caraminguás da população. Muito pouca gente pretende usar o décimo-terceiro salário para poupar. A maioria vai pagar dívidas (provavelmente do natal passado) ou torrar tudo em presentes, para si ou para pessoas queridas.

Acontece que “o comércio todo” implica desde gigantes multinacionais até o artesão da periferia, que sobrevive do que suas mãos produzem.

E a ideia é, justamente, favorecer no que for possível os pequenos empreendedores, aqueles que não dispõem de uma grande estrutura corporativa para fazer negócios. Compre suas lembrancinhas de Natal dos artesãos locais, sugira a outras pessoas fazerem o mesmo. Para a multinacional não fará muita diferença uma venda a mais ou a menos, mas para o sujeito que (provavelmente) não tem condições nem de formalizar seu negócio uma venda a mais no mês pode ser o diferencial entre comprar um par de calçados para o filho ou apenas pedir paciência que no mês que vem há de melhorar.

Eu, por exemplo, em qualquer época do ano, sempre prefiro comprar dos comerciantes mais humildes, sempre que possível. Claro que se eu for comprar um iMac de 10.000 Reais eu vou preferir comprar numa loja muito sólida, com todas as garantias. Mas se eu vou comprar verduras, por exemplo, não tenho problemas em comprar do produtor rural que vende seus itens à beira da estrada.

E esse tipo de atitude não tem nada de “peninha” ou qualquer tipo de paternalismo: é apenas o reconhecimento de que todos têm papel de importância no jogo do capitalismo e da vida em sociedade. Quando eu prefiro dar meu dinheiro ao empreendedor que a despeito de qualquer coisa bota a cara a tapa para vender seu peixe, estou reconhecendo a minha coragem de fazer o mesmo, e indiretamente agradecendo àqueles que preferem os serviços que eu vendo aos dos megaconcorrentes.

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Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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