#365Posts – Das burrices e inteligências no trânsito

A burrice pode ser fatal, basta dar armas às pessoas burras.


Participo de um grupo secreto no Facebook, onde há muitas pessoas legais interagindo o tempo todo. As discussões que circulam por lá são de todos os tipos, mas invariavelmente de alto nível. Hoje uma das proposições acabou levando à reflexão sobre a escassez (ou não) de inteligência no mundo atual.

Você também pode fazer parte do grupo secreto. Ele é criação do meu amigo Alessandro Martins, e o ingresso é franqueado a qualquer um que assine sua newsletter. Mas se você não for legal nem perca tempo, porque você vai odiar a galera que frequenta lá.

Auguste_Rodin_-_Grubleren_2005-02A minha opinião é que não há escassez de inteligência, nem sobra de burrice, apenas a comunicação está mais fácil.

Digo isto porque hoje em dia qualquer um pode entrar na Internet e publicar o que bem entender. Se por um lado artistas que antes não teriam espaço no mercado tradicional agora podem alcançar o seu público com facilidade, por outro há o fato de que pessoas vazias e estúpidas sempre houve, mas não havia quem publicasse o que elas tinham a dizer.

Na verdade, eu acho que a burrice mais extrema que possa existir é a pessoa esquecer que o outro, onde quer que esteja, seja na sua frente, na cadeira ao lado ou do outro lado “da Internet”, é exatamente igual a ela mesma, porém com experiências de vida e valores diferentes.

Mas eu gostaria de citar uma historinha de burrice dupla, que na verdade é uma notícia que foi divulgada hoje, mas de — infelizmente — tão comum é até atemporal.

A notícia

Pois então, dizem que um cara foi morto no trânsito. Um caminhoneiro o esfaqueara.

Mas dizem também que houve um desentendimento qualquer, e os dois motoristas se xingaram.

Parece, eu não estava lá para ver, que o motorista do caminhão teria dado uma ré, e acertado o carro do que morreu.

Aí o cara teria saído de dentro do carro, onde também viajavam a mulher e o filho que ia para a escolinha ou coisa assim, empunhando um bastão, e se dirigido até o caminhão para quebrar vidros, lanternas, ou sei lá o quê.

E o caminhoneiro e o ajudante teriam então descido do caminhão e furado o pai de família.

A burrice do cara que morreu

É difícil dizer qual dos dois foi mais burro (se o caminhoneiro ou se o morto), mas ouso afirmar que o motorista do carro foi o mais burro de todos.

Primeiro, que se um caminhão está manobrando no meio da rua, não deve ser por puro prazer do motorista. O cara deve ter algum motivo para tal.

Segundo, que quando a gente está na frente das crianças, principalmente quando são nossas crias, é de bom tom que a gente dê bons exemplos para educar o cidadão em formação, e empunhar um bastão para depredar patrimônio alheio é um péssimo exemplo a ser dado a um petiz.

Terceiro, a gente nunca sabe quem é a outra pessoa que está no outro veículo, e correr riscos desnecessários é algo que demonstra burrice, e se os riscos forem à vida, então a burrice é extrema.

A burrice do que matou

Já o cara que matou não está em muito melhores condições, em se tratando de burrice. Afinal, ele vai amargar atrás das grades, vai ficar marcado como assassino (ele estava trabalhando no volante de um caminhão, duvido que não seja uma pessoa “de bem”, tanto quanto a vítima fatal), e talvez seja por ter ficado com medo de um sujeito que queria quebrar seu caminhão com um bastão.

Observe que aqui estou falando de aspectos práticos, em nível de ego mesmo. Não estou falando de nenhum aspecto espiritual ou filosófico (de que na verdade somos todos um, etc). Só pelo ponto de vista do ego já dá para ver que brigar no trânsito é burrice.

Uma historinha de inteligência

Apenas para falar de situações do trânsito, citar-me-ei como exemplo de inteligência: eu não ando armado. Ponto.

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Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

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