#365Posts – Como Parar de Fumar


Minha “carreira” de fumante foi muito curta e mal sucedida: uma vez, aos quinze anos, meus amigos e eu estávamos na boate do GEU, e resolvi que iria fumar pelo menos para ver qual era o barato, já que tantos nutriam este hábito; aconteceu que dei uma tragada e quase morri vomitando, parecia que todos os meus órgãos internos estavam protestando, e acabei estragando minha noite, além de passar o resto da semana com dores no estômago (do esforço para vomitar além do conteúdo do bucho) e náuseas.

Entretanto, pessoas de minha convivência fumaram e fumam, sem contar os colegas de trabalho e mesmo os completos estranhos com quem — a despeito das leis que visam limitar os espaços em que o tabagismo seja tolerado — somos obrigados a contracenar nas situações cotidianas.

“Se tu parar eu paro”

Não sei que idade eu tinha, mas eu era novinho quando assisti a uma cena quase surreal. O diálogo exato eu não lembro, mas da essência sim.

A considerar ser uma situação de lazer em casa, imagino que fosse um sábado ou domingo à tarde. Meus pais estavam sentados na área de casa, conversando e fumando. Um dos dois fez um comentário sobre os prejuízos do cigarro para a saúde, e após breve diálogo meu pai disse:

— Se tu parar eu paro.

— Se tu for mesmo parar, eu paro agora mesmo — retrucou minha mãe.

— Então parei — disse Papai jogando o maço de Minister no lixo.

— Parei também — disse Mamãe desfazendo-se da mesma forma de sua carteira de Salem.

Passaram-se muitos anos, com certeza mais de vinte e cinco, quando reunimo-nos os três e eu lembrei aos dois deste episódio.

— Sinto muito te decepcionar, meu filho, mas eu estava blefando, e pretendia juntar o cigarro do lixo depois. Mas como tua mãe demonstrou tanta atitude eu fiquei com vergonha de ser menos homem do que ela estava sendo mulher, e aguentei a dor de barriga, como faz o bom cabrito depois de comer timbó.

— E eu então? Quantas vezes me arrependi de ter aceitado esta oferta? Mas se teu pai não voltou atrás nenhuma vez nesses anos todos, é claro que eu não poderia deixar por menos!

Rimos da situação inusitada, de um casal que se dava tão bem passar quase trinta anos escondendo um do outro que nem pretendia deixar o tabagismo, por orgulho e competição entre si.

Curar-se de um vício é libertar-se

img_fundo3 Apesar de meus pais terem passado tanto tempo presos ao orgulho de “não dar o braço a torcer”, ambos reconheceram que foi uma coisa boa que eles fizeram, e que só conseguiram a façanha de parar de fumar de uma hora para outra porque a motivação de não demonstrar aquela fraqueza de caráter um para o outro era mais forte do que a abstinência pode ser.

Assim como outros vícios (inclusive o meu, de superalimentação), é muito difícil deixar o tabagismo de lado.

Embora curar-se de um vício seja sinônimo de libertar-se, em função dos ganhos em termos de melhora da situação cardiovascular do sujeito, sem ajuda específica é pouco provável que uma pessoa consiga abrir mão do vício.

No caso dos meus pais, o orgulho e a competição velada entre eles serviu de estímulo. Para muitas outras pessoas, faz-se necessária ajuda para o corpo mesmo, e não apenas motivação psicológica.

Tratamentos

Há diversos tratamentos para o tabagismo, que vão desde simpatias a medicamentos caríssimos, desenvolvidos justamente para condicionar o organismo a precisar cada vez menos de nicotina (acertou quem pensou no Champix).

Composto floral para deixar de fumar

img_fundo5 A maioria dos medicamentos para deixar de fumar se baseia na teoria de que para controlar a dependência a pessoa precisa ir recebendo doses controladas de nicotina, de forma a ir condicionando o corpo para as doses progressivamente menores da substância.

As crendices costumam basear-se no mesmo princípio ou numa situação pela qual a pessoa enoje-se do cigarro, como uma muito escrota que sugere que se faça uma “vitamina” de fumo com leite, que ao ser ingerida faria a pessoa vomitar até a coluna cervical, criando um trauma associado ao tabaco.

Sei que cada pessoa é um universo diferente, mas não consigo acreditar que criar mais traumas numa pessoa que já esteja fragilizada (afinal, é isso que nós não fumantes fazemos com os fumantes: hostilizar, ridicularizar, ofender) possa ser eficiente no processo de cura.

Felizmente existem produtos no mercado, como o Smokeless, que contam com ingredientes naturais que buscam aplacar as causas do tabagismo, tais como a ansiedade e o estresse.

Em outras palavras, Smokeless supre a pessoa em processo de cura com o efeito que ela obteria do cigarro, porém a partir de substâncias naturais e não viciantes.

Acesse este link para saber mais sobre o Smokeless e tenha de volta sua saúde, bem estar, alegria de viver.

Compartilhe

Avalie este conteúdo!

Avaliação média: 4.58
Total de Votos: 12
#365Posts – Como Parar de Fumar

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

Comente!

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.