#365Posts – Canto de grilo desacelerado parece canto humano. Será?

O novo "viral" do momento é uma gravação de vozes de grilo desaceleradas muitas vezes, que parece no final com um coral de vozes humanas. Saiba o que tem de verdade nessa história, e o que é puro exagero para encantar pessoas inocentes.


grilo

Essa semana fiquei sabendo de um assunto que “viralizou” nas interwebs: alguém teve a ideia de gravar o canto do grilo e desacelerar: parece canto humano. Ao menos, é o que anda rolando por aí.

Para ilustrar o feito o pessoal apresenta a gravação abaixo:

Quando eu li a explicação e ouvi a gravação pela primeira vez, só pensei: puta que pariu, que troço foda! Mas sabe quando algo é bom demais para ser verdade? Então saí em busca de informação, e descobri a verdade libertadora de que… bem… não é bem assim que a banda toca.

Acontece o seguinte… O canto do grilo tem uma forma de onda muito, muito mais simples do que todas essas “vozes” possíveis de se identificar, mesmo sem ouvido absoluto, na gravação acima. Sem entrar em detalhes técnicos que enfadariam os não amantes das exatas, o mais próximo de algo “humano” ou “humanoide” a que o canto do grilo pode chegar é o toque de uma flauta doce.

De acordo com o blog Starts With a Bang (em Inglês), a cantora de ópera Bonnie Jo Hunt declarou que foi procurada pelo autor da gravação acima (ele tem a citação inteira e links para mais fontes, creio eu, confiáveis), que cantou para acompanhar o canto dos grilos.

Então, sim, realmente há uma trilha na gravação acima com grilos à velocidade normal, e uma outra em velocidade e tom reduzidos e reduzidos e reduzidos não sei quantas vezes. E acompanhando esse áudio, a voz de um ser humano (a moça supra citada) cantando angelicalmente.

Fica a dica: não acredite em tudo o que ler na Internet.

Compartilhe

Avalie este conteúdo!

Avaliação média: 4.5
Total de Votos: 6
#365Posts – Canto de grilo desacelerado parece canto humano. Será?

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

Comente!

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.