#365Posts – As Aventuras de Pi como eu as vi


Acabei de ver “As Aventuras de Pi”. Queria ter ido ver no cinema, mas acabei deixando passar a época. Acabei conseguindo uma cópia na locadora da Baía Pirata, para desfrutar neste final de semana.

Vou colocar a partir do próximo parágrafo algumas considerações sobre o filme. Vou tentar não revelar demais para quem ainda não viu o filme (os famosos spoilers), mas é impossível de resenhar o filme do Ang Lee sem acabar contando alguma coisa que quem ainda não conhece a história considere como um excesso. Esteja avisado.

Já avisei que a partir de agora pode haver spoilers? Já, né? Então, continue lendo a seu próprio critério. Se não quiser saber nada sobre o filme, a hora de parar é agora. Eu avisei.

Já faz muito tempo que não leio um livro que não seja vinculado ao meu trabalho (o que é uma pena, mas outra hora falo mais sobre isso). Portanto, não li o livro de Yann Martel que deu origem ao filme, tampouco o conto (seria isso?) do Moacyr Scliar, que segundo algumas fontes (Google para quem quiser saber mais) teria sido plagiado pelo outro autor.

Assim, eu não tinha nenhuma ideia do que tratava o filme. Achava que o Pi era uma espécie de Tibicuera indiano, mas me enganei redondamente.

Life-of-Pi

A fotografia do filme é maravilhosa. Algumas cenas são de uma beleza poética capaz de sensibilizar até mesmo um ogro como eu. O uso de computação gráfica é primoroso, e eu mesmo cheguei a acreditar (claro que graças à suspensão de credulidade, que ocorre sempre que alguém se dispões conscientemente a apreciar uma obra de ficção) que se tratava mesmo de um tigre de verdade que tivesse sido usado para filmar todas as cenas. Sim, eu sei.

O fato é que só mesmo o Yann Martel poderia dizer qual é a interpretação “correta” do livro, e só o Ang Lee poderia dizer o que ele esperava que a audiência apreendesse do filme. Mas é possível dizer sem erro que o filme é sobre um excelente contador de histórias, capaz de fazer uso de metáforas que ao mesmo tempo que prendem a atenção do espectador também aliviam o horror que os fatos (do ponto de vista de Pi) poderiam realmente ter implicado.

Torci pelo tigre do início ao fim. Nem dava para ser diferente.

Xamanismo à parte, fico me perguntando que bicho eu levaria comigo para uma ilha carnívora. E se ele teria nome de gente ou não. Mas no caso de eu chegar a uma resposta, não vou divulgá-la, pois não quero dar o controle de meu animal de poder a ninguém mais.

Não que eu acredite tanto assim, mas quem sou eu para duvidar, depois de ter achado que o Richard Parker tinha sido interpretado por um ator de verdade do início ao fim?

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#365Posts – As Aventuras de Pi como eu as vi

Janio Sarmento
Administrador de sistemas, humanista, progressista, apreciador de computadores e bugigangas eletrônicas, acredita que os blogs nunca morrerão, por mais que as redes sociais pareçam cada vez mais sedutoras para as grandes massas.

Um comentário

  • Sergio Grigoletto:

    Foi bacana falar que em algumas situações o tigre é computação eletrônica,
    isso até ajuda ao espectador a não se prender em raciocínios paralelos
    (Nossa, como conseguiram adestrar um tigre tão bem assim, que trabalhão
    hem, que lindo…) e focar na arte cinematográfica, apenas.

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