Vide vida marvada II – o retorno


Ontem foi a segunda aula de Sipalki-do. Gostei infinitamente mais do que da primeira.

Primeiro, porque o professor não chegou atrasado. Segundo, porque ele foi muito mais atencioso com todos os alunos. Terceiro, porque ele conversou conosco, explicou as razões pelas quais estava aplicando cada exercício. Falei para ele que não posso fazer todos os exercícios (principalmente os abdominais) por causa de meus limites físicos, e ouvi uma resposta que qualquer gordo gostaria de ouvir: “não tem problema, porque o Sipalki se adapta ao aluno, e não o contrário – só toma cuidado para não esquecer que os limites precisam ser ampliados”.

A melhor parte da aula, contudo, foi o treinamento de golpes (socos e chutes). Acho que era a isso que o Antonio (meu terapeuta de estimação) aludia quando sugeria que eu fizesse uma arte marcial. Saí leve da academia, pois enchi de porrada os protetores acolchoados dos “sparrings”. O próprio professor sugeriu: “faz de conta que essa almofada é a cara de um desafeto”. Projetei a cara do Severino (o patife que virou presidente da Câmara), e foi uma delícia socá-lo.

Depois, quando meu amigo precisou ir embora, o professor me passou três exercícios para melhorar o soco. Um para a postura (posição dos ombros, e melhor aproveitamento do impulso), e dois exercícios de força. O segundo deles consistia em manter os braços esticados, em ângulo reto com o tronco, abrindo a mão rapidamente, e fechando devagar e com força (como se estivesse cometendo um estrangulamento). Os músculos do antebraço parecem que vão pegar fogo, a partir da décima-quinta vez.

Enfim, a aula foi boa, não fiquei muito destruído, e hoje estou sentindo um bem estar físico (e mental) como fazia tempo que eu não sentia. Ainda bem que é sexta-feira, vai dar pra curtir bem o fim de semana.

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