24 Jul 2008
Veja a bunda da minha gata

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Depois do sucesso que fez a foto da minha gata trepando, inclusive com aparição na primeira página de resultados do Google, resolvi aproveitar o ensejo para ao mesmo tempo que faço mais um pouco de SEO de favelado dar notícias da minha analfabeta favorita aos demais ailurófilos que porventura leiam este blog.
Da últma vez que falei da minha gata aqui ela ainda se chamava Clara. A Lu Monte me disse que não importa o nome que a gente dê a um gato, ele sempre vai reconhecer é o tom de voz do dono e não as palavras em si. OK, a Lu deve ter razão, mas eu prefiro ficar com a crença de que os bichanos reconhecem, sim, as palavras, e que eles mesmos escolhem os nomes que vão querer ter.
Pois foi embasada nessa minha crença, e quem sabe motivada por algum desejo secreto de afrontar a Lu, que a Clara resolveu não atender mais quando eu a chamo de Clara, mudando seu nome por livre e espontânea vontade para Gata. Na verdade era Gatinha, mas como ela já passou a demonstrar desejos da carne — o que me levou a antecipar os planos de castrá-la — e depois disso ela engordou e cresceu um pouco, resolvi tomar posição e abolir o uso do diminutivo (ela precisa saber que quem manda sou eu).
Aliás, ainda bem que ela é analfabeta, pois creio que ela não fosse ficar muito feliz com os comentários que faço a seu respeito aqui. Talvez sentisse sua intimidade devassada, talvez eu criasse um trauma desnecessário na pobre felina.
Quando a Gata entrou no cio eu tinha esperança de que fosse durar sete dias, e então a paz voltaria a reinar em casa por uns três meses, prazo no qual ela ganharia um pouco de massa muscular (ai de quem chamar minha gata de gorda — eu levo isso como elogio, mas não sei o que ela pode pensar, sabe como são as fêmeas).
Crasso engano!
Primeiro que não sei de onde que eu tirei que o ciclo de cio das gatas é uma semana a cada três meses. Segundo que o veterinário que a operou disse que ela tinha um cisto que desregulava todo seu sistema hormonal, razão pela qual ela viveria desesperada para dar a perseguidazinha dela, ato com que eu não consentiria em hipótese alguma.
Mas de fato a companhia da Gata está cada vez mais agradável. Não me dá trabalho nenhum (a não ser providenciar a higiene diária de seu sanitário, trocar a água e prover ração), e a cada dia está mais carinhosa. Passa horas no meu ombro, no colo, ou sobre meus pés. É um ponto de sanidade, considerando-se meu ritmo de vida (trabalho desde a hora que acordo até a hora de ir dormir): de vez em quando eu paro o que estou fazendo para dar umas risadas com as peripécias dela (que adora brincar com uma bolinha de papel), para fazer-lhe um carinho, ou para brincar de circo — ela faz o número perigoso, e eu faço o narrador.
Principalmente mais carinhosa ela está desde que me deu o último susto há uma semana: sumiu de casa logo após voltar do petshop, de banho tomado e lacinho no pescoço. Cheguei a desistir de revê-la um dia. Às duas da madrugada quando fui tomar banho ouvi algo estranho na porta da frente, e era ela que correu para o pote d’água na velocidade de um raio. Segundo alguém que não lembro (lamento), ela deve ter ido beber com as amigas, mas por causa da “lei seca” tiveram de voltar a pé pra casa, razão pela qual demoraram tanto.
Ah, claro! Quase que eu ia esquecendo da foto que dá título a este texto! Vejam a foto da bunda da minha gata!

Não me perguntem o que ela estava procurando na lixeira, pois ela saiu correndo ao ouvir o ruído da câmera registrando a cena. E até agora tampouco me disse o que era, a despeito de quantas vezes eu tenha perguntado.
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Adorei o texto! Tenho três gatos, sendo duas fêmeas e uma que se chama, ops, Clara! De alguma forma ela deve ter entrado em contato com a Gata, e combinaram de não usar o mesmo nome.
Quanto aos sumiços, não se preocupe: o macho da casa uma vez sumiu por longos 18 dias, mas voltou. Magro, estrupiado, machucado, mas feliz. Quem sabe o que essas crianças aprontam quando estão longe da gente?
Já as meninas são mais comportadas, e não costumam nos dar muitas preocupações.
Abraço
Eu já te falei do laser point? Gatos costumam ADORAR o brinquedo. Experimenta fazer a Gata perseguir o pontinho vermelho pelo chão e pelas paredes.
A Clara virou Gata? Eita. Olha, Jânio, a Lu Monte não sabe nada de gatos. Uma veterinária me explicou o seguinte: fale bem baixo e olhando nos olhos. Eles entendem tudo o que você fala.
A prova foi na mesma hora com a sempre presente Charlote. A vet conversou com ela, explicou que ia tirar uns tártaros, que ia doer, mas era preciso fazer. A neguinha segurou a onda lindamente.
O processo se repetiu na fila - são quatro aqui - e só não funcionou com o Tico (vulgo o Gato Branco) que não gosta mesmo de gente.
Conversa com a Gata (ou Clara) o quanto quiser. Pergunta de novo que é capaz dela responder.
Outro brinquedo maravilhoso são as varinhas de pescar. os meus AMAM.
bj queridão
Cai de pará-quedas em teu blog… através de um link, de outro link, de outro link que nem sei como… Mas enfim, sensacional essa história da Clara que não é mais Clara, embora continue preta desde o início. Linda!!!!
Os gatos tem essa peculiaridade de reconhecer quem os ama verdadeiramente, e retribuir com afeto, carinho e cuidado, parece que principalmente quando estamos tristes ou preocupados… Só quem tem é que sabe. E de fato, converse sim com ela, se não entendem as palavras (que as vezes penso que até as entendem), certamente devem ter alguma percepção extra-sensorial que captam as freqüências de nossos pensamentos e compreendem o que queremos dizer, afinal, muitas vezes você não entende o que sua Gata está querendo ou pedindo para você?!!
Agora cuidado sim com esses passeios, é evidente que são perigosos, pois bem sabe do preconceito que existe em relação à felinos e a maldade “humana” parece não ter limites, além do trânsito, cães, etc…
Redes de proteção e atenção a porta, e se ela estressar, uma coleira e um parque resolvem, além de ser divertido para você também.
Quanto ao extinto, a liberdade, o ir e vir inerente aos felinos, não esqueça que também não é inerente a natureza felina viver em casas, ter seu alimento e água disponíveis sempre em um mesmo lugar, dormir em cama, sofás, pufs, cadeiras e colos humanos, e principalmente (e o mais bacana de tudo), se empoleirar no seu ombro!!! E ela me pareceu muito à vontade e feliz!!! Parabéns!!!!
Janio Sarmento reply on August 9th, 2008 12:53 pm:
@Leo: Adorei teu comentário, e pode ter certeza de que faço o possível para ver minha felina feliz, na tentativa de retribuir o que ela faz por mim.
Volte sempre!
Parabéns pelo texto, adorei. Também amo gatos. Eles são capazes de uma lealdade adorável. Há quem diga que os gatos são individualistas demais para se afeiçoarem aos donos mas, eu acredito que quem pensa assim nunca conquistou realmente o coração de um bichano!
Individualista e interesseiros sim, incapazes de amar, não! Se forem tratados com respeito e carinho podem ser tão carinhosos como o próprio dono. Eles aprendem com os donos e nos ensinam um monte de coisas também.
Acho que eles são fundamentais para ensinar ao ser humano lições de afetividade. Mesmo pessoas que não conseguem se relacionar com outros humanos, gostam de gatos. Eles ensinam uma forma muito especial de amor, de companheirismo e ensinam as pessoas mais tímidas a dar e receber carinho…
ha, a dica do laser point (Lu Monte) é realmente fantástica. Eles adoram mesmo. Tive uma gata linda que subia pelas paredes atrás do pontinho de luz… Ficava visivelmente chateada quando eu parava de brincar. Se dependesse dela, ficava o dia todo brincando…
Miaaau!