13 Jul 2006

Tragédia no circo em Niterói

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O programa Linha Direta, da Rede Globo de Televisão, exibiu reportagem mostrando a tragédia ocorrida em 17 de dezembro de 1961, quando um incêndio destruiu o Gran-Circus Norte-americano, em Niterói (RJ), durante o espetáculo, cuja platéia contava com aproximadamente três mil pessoas, das quais setenta por cento eram crianças. A tragédia abalou o Brasil. Esclarecimento acerca do fato nos narra o espírito Humberto de Campos através da psicografia de Chico Xavier, no livro Cartas e Crônicas.

Narra o espírito que no ano de 177, em Lião, França, no sopé de uma encosta mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, com alto tapume em torno de enorme arena. Era a época do imperador Marco Aurélio, que se omitia quanto às perseguições que eram aplicadas aos cristãos. Por isso a matança desses era constante e terrível. Já não bastava que fossem os adeptos de Jesus jogados às feras para serem estraçalhados. Inventavam-se novos suplícios. Mais de vinte mil pessoas haviam sido mortas. Anunciava-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do imperador. As comemorações para recebê-lo deveriam, portanto, exceder a tudo o que já se vira. Foi providenciada uma reunião para programação dos festejos. Gladiadores, dançarinas, jograis, lutadores e atletas diversos estariam presentes. Foi quando uma voz lembrou: - Cristãos às feras! Todos aplaudiram a idéia, mas logo surgiram comentários de que isto já não era novidade. Em consideração ao visitante era preciso algo diferente. Assim, foi planejado que a arena seria molhada com resinas e cercada de farpas embebidas em óleo, sendo reunidas ali cerca de mil crianças e mulheres cristãs. Seriam ainda colocados velhos cavalos e ateado fogo. Todos gargalhavam imaginando a cena. O plano foi posto em ação. E no dia seguinte, conforme narra Humberto de Campos, ao sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, encontraram a morte, queimadas ou pisoteadas pelos cavalos em correria.

Porém, caro leitor, qualquer transgressão que façamos às leis divinas, mais cedo ou mais tarde, o ajuste se fará necessário. Conforme afirma o cronista espiritual, quase dezoito séculos depois, todos os responsáveis por aquele perverso episódio, estavam reaproximados através da reencarnação, em dolorosa expiação na tragédia do Gran-Circus Norte-americano em Niterói. É o que se chama de carma coletivo. Quem agride ao próximo coletivamente, pode acabar quitando seu débito em conjunto.

Na nossa vida, nada acontece por acaso, muito menos por castigo de Deus. Tudo tem uma razão de ser, mesmo os fatos que se nos apresentem mais horrendos. Daí, o cuidado que deveremos ter com nossas atitudes, pois somos construtores e herdeiros do nosso destino.

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2 Respostas para “Tragédia no circo em Niterói”

  1. Thalis Valle on 13 Jul 2006 at 1:48 am

    Com certeza! Até para quem não é Espírita, deveria conhecer mais a doutrina que apresenta novas formas de pensamento sobre religião, sobre um ser humano mais sábio, questões sobre vida pós morte etc. E não só esse episódio, mas como o do Joelma, 23º andar que também foi exibido no Linha Direta.

    [Reply]

  2. Uire Carvalho de Miranda on 16 Mar 2008 at 10:58 am

    Sete dias depois Datrino começou a pregar nas ruas de Niterói escrevendo palavras como AMORR para chamar a atenção das pessoas que passavam por ali com pressa!
    Veja o Vídeo no You Tube:
    http://youtube.com/watch?v=Dny57BwrNLw&feature=related

    [Reply]

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