Tem gente que nem matando
Como os leitores freqüentes do Blogue sabem, já há alguns anos que eu não assisto mais televisão. Foi na época que entrei para a Ordem Rosacruz que decidi, por uma questão de higiene mental, não assistir mais noticiários, nem ler jornais ou revistas, exceto as científicas e de entretenimento. Meu pai, por exemplo, achou que eu estava virando um alienado, mas na verdade eu sempre confiei que o que eu tivesse de ficar sabendo, eu ficaria, independente da fonte (mas já intuía que a Internet seria uma das principais).
Pois eis que esta manhã abro o GMail para ler minhas mensagens, e me deparo com uma — já cedo da manhã — longa thread sobre o caso do menino que morreu arrastado. Em resumo, mãe, filha e filho foram assaltados e tirados do carro; o garoto ficou com o pé preso no cinto de segurança e os bandidos arrastaram o pobrezinho por sete quilômetros subúrbio adentro.
Lembro que há algum tempo aconteceu aqui em Pelotas um caso de uns FDPs sem nada na cabeça que arrastaram a cadela Tita pelas ruas de Pelotas, crime pelo qual a população queria o linchamento dos meliantes.
Agora, eu me pergunto: o que fazer com uns diabos desses, que simplesmente arrastam uma criança indefesa rua afora? Imagino a situação dos pais; como ser magnânimo e perdoar num caso desses?
Na ocasião do enforcamento do Saddam Hussein eu mesmo afirmei que seus algozes não eram em nada melhores do que ele próprio, que tirar uma vida ou tirar mil constitui crime da mesma maneira (muda a extensão do ato). O que fazer com bandidos desse calibre?
Em verdade, não consigo escrever mais. Não consigo desenvolver um parágrafo falando de prisão perpétua com trabalhos forçados, para que morressem pelo menos produzindo algo. É hipocrisia, pois a minha vontade era de amarrar cada um desses caras num tronco, e ir tirando o couro deles inteirinho, com uma gilete, e depois dar um banho de mel, para atrair formigas e outros insetos que tratariam de ir levando os pedaços de carne para alimentar suas rainhas.
Mas que fique registrada aqui minha indignação.
Em tempo: tem gente que consegue expressar melhor o que eu penso ser o sentimento da maioria; estou falando do Fabião, que é a favor da esterilização e aborto e a galera que comentou por lá.