Nov
24
2008
Tive a ventura de crescer em um lar que primava pela leitura. Desde muito cedo meus pais me puseram em contato com toda sorte de literatura, e virava e mexia nossa biblioteca era engordada com enciclopédias e coleções diversas.
Decerto que já naquela época eu apreciava muito os livros de Monteiro Lobato, mas outros clássicos da literatura infanto-juvenil marcaram meus dias, e algumas das narrativas daquela época voltam a fazer sentido agora que os cabelos começam a ficar branco, e eu começo a ficar mais bonito além de gostoso.
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Jun
26
2008
Comecemos esta estória, que somente eu saberei que se é baseada em fatos, identificando os personagens.
A nossa heroína é a Mulher Paranóia. Assim como a Clair Bennet de Heroes tem o poder de regenerar, curando qualquer ferida de seu corpo instantaneamente, nossa heroína tem o poder de estar sempre desconfiada; se um lampejo de tranqüilidade se faz presente na alma da Mulher Paranóia, imediatamente a inquietação e a desconfiança se regeneram, a ponto de deixá-la quase doida. Quase, é claro, porque o autocontrole intenso é outro de seus superpoderes. Como sói, nossa protagonista tem uma identidade secreta de cidadã comum, uma simples escriturária que trabalha de uniforme o dia inteiro em uma financeira, e discute com os colegas as implicações éticas de revender ou não produtos Herbalife.
Nossa heroína é casada com um também super-herói, cuja identidade secreta é de baterista numa banda de crente gospel. O que ninguém sabe é que ele é um super-herói esquizofrênico: ora ele encarna o Ultra Desmanchaprazer, ora ele encarna o Mega Tonto.
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