São Paulo: berço do paunocuzismo?


Há algum tempo que venho notando uma certa tendência, objeto deste texto, e que me foi mostrada com mais clareza por um grande amigo, há poucos dias: pessoas aparentemente legais quando vivendo em suas cidades pequenas ou do interior, quando mudam para São Paulo viram ícones do paunocuzismo.

Não há necessidade de citar nomes, até porque tenho certeza que todo mundo que me lê conhece pelo menos um exemplo destes, tenha o exemplo nome de queijo ou não: a pessoa vai para a maior cidade do Brasil, se deslumbra com alguma coisa e vira um puta paunocu, apagando todas as lembranças que as pessoas tinham daquele cara (ou daquela guria) gente fina d’antanho.

Talvez até seja o contracheque o motivo do deslumbramento, já que ao que parece essa tendência só se manifesta naqueles que são convidados a ir para a terra da garoa em virtude de sua aptidão profissional. Eu, pelo menos, nunca vi alguém que tenha saído de sua cidade com a cara e a coragem para arriscar na megalópole deixar sua natureza de boa pessoa sucumbir ao paunocuzismo.

O fato é que embora eu não devesse mais me admirar com este tipo de mudança para pior nas pessoas, sou um romântico que acredita que as pessoas na pior das hipóteses estacionam, jamais involuem.

E assim, de decepção em decepção, vou perdendo as esperanças em quem pouco ou nada conheço, e reforçando os vínculos com aqueles que já provaram ser merecedores do título de amigos.

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