30 Dec 2006
Pronto para o Vista?
A cada vez que eu visito o Blaugh.com sou obrigado a dar umas boas risadas, pois a galera que cria as tirinhas realmente sabe encontrar o humor que existe em cada geek, ou em cada situação vivida pelos geeks.
A de hoje é ótima:
— Você está preparado para o Windows Vista?
— Talvez. Ele vai rodar meus programas DOS mais rapidamente?
Essa piada me recorda uma situação real que vivi recentemente: um cliente meu tem seis computadores antigos funcionando perfeitamente — São Pentium MMX 233, com HD de 20GB e 64MB de RAM (em quatro máquinas) e 128MB (nas outras duas) — e ele queria dar mais utilidade para esses computadores, que hoje servem apenas como recheio de armários, uma vez que os softwares que ele usa são todos para plataforma Microsoft.
Enquanto eu pensava que os programas seriam todos feitos em Delphi, a solução estava delineada: uma distro Linux leve nessas seis máquinas, com um cliente para o Windows Terminal Server, e um servidor o melhor possível para o orçamento da empresa, para executar a parafernália toda.
Preparei um piloto, fomos à revenda MS e o vendedor nos ofereceu a possibilidade de experimentar o 2003 Server contanto que o cliente pagasse por ele e a devolução, caso necessária, se daria na forma de outros produtos, e não em dinheiro. Crentes que estávamos que tudo daria certo, topamos.
Instalei tudo, e realmente foi um doce de fazer os programas nativos para Windows rodarem. Era lindo de se ver o homem calculando o quanto estava economizando em upgrade de hardware, e mesmo em software. Lindo.
Mas o problema começou, e invalidou meu projeto, quando ele me disse: “ah, mas tem os programas de Contabilidade e Departamento Pessoal, tu não vai testar?”. Gelei.
Estes são programas DOS, escritos em Clipper, que têm pelo menos uns 15 anos de idade, e são plenamente funcionais, atendem à necessidade do cliente em 100%, e dos quais ele não pode abrir mão hoje (por mais que queira). Botamos a rodar no servidor 2003, e a lentidão se mostrou insuportável. Adeus, projeto lindo.
A frustração foi grande, e não fosse eu ter sido honesto com o cliente, de que havia riscos que eu nem calculava na abordagem que faríamos e que ele precisaria estar preparado para eles, certamente quem estaria em maus lençóis a essa hora era eu.
Depois, quando eu digo que não gosto de prestar serviços, e que gosto mesmo é de ganhar dinheiro blogando, me chamam de vagabundo.
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É verdade. Clientes são um saco. Sempre acabam revelando na última hora aquele detalhe que para eles é mínimo, mas fode com o projeto todo.
É por isso que o último que peguei eu fui o mais sincero possível em dizer que as necessidades dele seriam cumpridas com um blog. De prima o cara se assustou, mas acabou aceitando e garanti a minha praia de janeiro. =)
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E cade seu adsense!?
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Como assim “cadê seu adsense”?
É pra estar aí, bro…
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Aconteceu comigo também, estavamos migrando a firma para linux, quando o cara me traz o soft que o pessoal de atendimento usava na agência, lá se foi tudo para o brejo.
a verdade é que prestação de serviços é um porre, hoje to muito feliz fazendo soft’s de erps e lojas virtuais, dá um trabalhão também, mas acabo no fim me livrando de problemas como esses, e quando chega a hora de instalar, se eu não fui burro o suficiente para fazer algo atrelado somente a linux ou windows, eu simplesmente refaço o servidor e coloco firefox nas máquinas mando para o endereço que quero e tá tudo rodando =)
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Todo projeto, por menor que seja deveria ter toda a documentação pra que tudo fique registrado e os objetivos claros.
Pra quem não tem costume em fazer parece um pesadelo depois do terceiro projeto já é automático. Só é preciso cativar o cliente e fazer com que ele forneça as informações necessárias ciente da importância do papeis.
Abraço!
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Acho que entendi a sua pergunta…
Sei lá por que o Google não está destinando anúncios para esta página!
E é só aqui, no restante das páginas, e no restante dos sites, está tudo OK.
Mistério…
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Reforcei umas palavras-chave, vamos ver se os anúncios começam a aparecer agora.
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O nome é trabalho, por dar trabalho.
Se fosse diferente, o nome seria “Férias”.
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Não é fácil agradar um cliente em sua totalidade, detalhes que nós nem percebemos de tão insignificantes soam para o cliente como o fim do mundo. Claro, geralmente eles não têm tanto conhecimento - em informática e na própria administração do site - mas existem coisas tão óbvias sabe? Por exemplo, o cliente me liga e pede “Como se adiciona uma notícia?”. Como existe um botão bem grandão lá no menu escrito Adicionar Notícia, esta pergunta me parece idiota demais. Às vezes o cliente parece depender demais do desenvolvedor para resolver coisas que estão ali, escancaradas na tela.
Mas como o Fábio disse acima, chama-se trabalho pois dá trabalho. Se não desse trabalho chamaria-se férias.
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