23 Aug 2006
Processo de criação

Furadeira de Impacto c/ Maleta Black&Decke...

Mini teclado numérico LeaderShip 9166

No dia 21 de agosto o Mauro Castro do Taxitramas (sem trackback porque aquele lixo do Blogger brasileiro não tem nenhuma ferramenta, nem feeds) escreveu uma crônica sobre seu processo de criação. No final de semana passado, pouco depois de ter assistido com meu irmão o filme Os Narradores de Javé, o assunto veio à tona em minha cabeça, e resolvi escrever um pouquinho sobre ele.
O filme conta a estória de um lugarejo que vai ser inundado para a construção de uma barragem; os moradores desesperados então tentam criar um documento provando que Javé tem importância histórica, na tentativa de embargar a obra; só tem um problema: o único alfabetizado do lugar foi expulso da cidade porque escrevia cartas com fofocas sobre os moradores, a fim de impedir que o posto dos Correios fosse fechado, mantendo assim o seu emprego.
Não pude deixar de comparar o processo criativo de Biá — o personagem do filme —, altamente imaginativo, com o do Mauro, muito mais intuitivo e “automático”. E, como não poderia deixar de ser, essa reflexão levou a pensar sobre o meu próprio processo criativo, se é que existe.
E é claro que existe.
Descobri que gosto de escrever a partir de algo que eu tenha visto ou ouvido. Raramente alguma coisa que eu escreva tem raízes exclusivamente em meu pensamento. O normal é que eu esteja conversando um assunto com alguém, por exemplo, e daí surja a idéia para um artigo, para um conto ou uma crônica.
Agora entendo a frustração que o Blogue gera — paradoxalmente, é uma atividade que me dá muito prazer mas também um bocado de angústia. Normalmente quando tenho as melhores idéias para os melhores artigos ou estou desprovido de computador para redigir o texto, ou tenho coisa melhor a fazer, como continuar bebendo vinho e escutando meus amigos. E ter um Palm não ajuda muito nessa hora, pois normalmente não entendo mais o que eu próprio quis dizer quando fiz aquela tal anotação…
Aliás, caro leitor, você não imagina aonde eu tive de levar o laptop para não perder a inspiração para esta crônica de m*…
Textos possivelmente relacionados a este


Eu imagino sim.

Pra variar um pouco, acontece o mesmo comigo. Normalmente a inspiração parte de algo que presenciei: uma notícia, alguém comentando sobre um assunto, uma passagem de livro.
Se serve de consolo, tu não tá sozinho nessa …
Abração!
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E o outro lado da faca? É quando você oensa em 1001 um coisa e por fim, nãp escreve é nada.
Eu por exemplo, estou precisando escrever um novo artigo pro blog, e ainda não decici o assunto. Como o último post teve bastante audiencia, deixei rolar…
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Cara, além das situações normais (algo que li e fez meu pensamento voar, as vezes em uma direção totalmente oposta ao texto original mas que detonou o insight derradeiro) acontece em sonhos também. Acordo sabendo até as palavras exatas daquilo que pretensamente vou escrever. Como em 97% destas situações não vou escrever porra nenhuma mesmo, tudo se perde, ou quase tudo. No fim, aproveito uma ou meia frase na esperança de encontrar o elo perdido nos primeiros minutos do despertar. Tenho que conseguir um processo de digitalização do pensamento…
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Eu uso o gravador do meu celular. Não só pra idéias de artigos, mas para idéias em geral… Falo tudo e guardo no celular, quando chego em casa, escuto e escrevo.
Mas todos já tiveram problemas com o “processo criativo”. Se fosse fácil não tinha graça hehe
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Boa idéia! Vou passar a fazer isso também. Ou, pelo menos, vou pensar no assunto.
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