Um piloto tunisiano que parou para rezar em vez de tomar medidas de emergência antes de seu avião espatifar-se nomar, matando dezesseis pessoas, foi sentenciado a dez anos na prisão por uma corte Italiana, juntamente com seu co-piloto.
Não vou traduzir toda a notícia (o link para ela está no final), porque me ineressa é justamente opinar acerca da atitude do piloto, que segundo o texto “sucumbiu ao pânico” deixando que a aeronave caísse no mar da Sicília, em vez de tentar alcançar o aeroporto mais próximo.

As asas do avião, ainda com os motores
Quando li a manchete, num momento meio salsinha, e também porque já faz quatro anos que este acidente ocorreu (foi em 2005, no dia do meu aniversário), não imaginei que o sujeito tivesse surtado e deixado de cumprir com seu dever.
Ao contrário, imaginei que ele tivesse cometido algum delito menor, como atrasar a decolagem porque tinha de virar de bunda pro nascente, ou coisa assim.
Longe de mim criticar a decisão da Corte, mas fico pensando o que eu teria feito no lugar desse piloto.
Sim, porque numa situação de extrema como a queda inevitável de um avião, penso que até o Marcus, meu ateu favorito, entoaria uma oração.
Mas ao ler a notícia, vi que não era uma questão de fé, e sim de despreparo para tal situação.
O Cardoso falou de manei praticamente definitiva sobre a atuação do Comandante Sullenberger que no início do ano pousou sobre o Rio Hudson um A380 A320 que apresentou problemas durante o voo, sem causar a morte de uma única pessoa. Talvez seja covardia comparar a experiência de um sujeito com 40 anos de aviação com a do piloto tunisiano sobre quem nada se sabe, mas de fato fica evidente que falta de treinamento adequado e seleção deficiente de colaboradores não são exclusividade das redes de supermercado franco-brasileiras.
Via: Reuters




Pequena correção: o avião do Rio Hudson foi um A320
O A380 precisaria de pelo mais 2 pássaros, já que possui 4 turbinas
E também é um “pouquinho” maior, umas 6 vezes pelo menos.
Fernando, obrigado pela correção.
Foi erro de digitação mesmo, pensei uma coisa e escrevi outra.
Os dois pássaros que causaram o problema no motor do A320 teriam também derrubado o A380, justamente pelo motivo que você citou: ele é um “pouquinho” maior. Pelo menos eu experimentei desligar duas delas no Flight Simulator e o A380 estolou
Porém arrisco a dizer que se o avião tivesse quarenta e oito turbinas, uma grande quantidade delas seria afetada, já que os pássaros em questão voam em bandos.
Mas enfim, é só uma questão teórica, já que o Janio já consertou o erro de digitação.
Abraço!
Janio,
eu nada tenho a julgar qualquer pessoa
que entre em pânico,
seja por qual motivo for (por ter passado por uma situação assim).
E aí é o contrário, se não houver uma outra pessoa que esteja
extremamente preparada
para lidar com quem está em pânico,
qualquer atitude da pessoa é desculpável,
ainda mais num momento em que a pessoa em pânico está responsável pela vida de muitos outros, o que só potencializa o problema.
E pânico pode acometer qualquer um,
pois é algo imprevisível.
Isso é bem diferente de ter medo,
pois a gente sempre tem medo DE algo específico, e a gente pode lidar com isso.