21 Sep 2004
Perdido nas ilusões

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É duro admitir, mas, puta merda puxa vida! Como eu já perdi tempo nessa minha vida não fazendo coisas por pura ignorância do quão simples as coisas podem ser!
Já há pelo menos uns quatro anos que eu tenho a possibilidade de trabalhar com Java, mas nunca o fiz. Quando comecei em meu atual trabalho, em fevereiro deste ano, acabei tendo de dar manutenção em um sistema previamente existente, feito em Java. Umas apostilas aqui e ali, um ou dois livros, e eis que cumpri o papel com louvor.
Mas eis que minha empresa impôs sugeriu enfaticamente que eu deveria também ostentar uma certificação no quadro de troféus, não importando no que fosse. Como LPI não teria nada a ver comigo, para certificações Microsoft eu não teria contexto, surgiu a possibilidade de fazer uma certificação da Sun, como Programador Java (tem uma sigla pra isso, mas quem se importa?).
Acabei adquirindo o Guia Completo de Estudos para Certificação em Java 2, da Sybex. Eu queria o original em Inglês, mas a dificuldade de aquisição ia muito além do preço. Comprei a versão traduzida, que ainda comete alguns deslizes ridículos (”throw an exception” virou “atirar uma exceção”, por exemplo), mas pelo menos pararam com a frescura de querer traduzir “thread” para “segmento”, como acontecia na edição anterior.
Devo dizer também que agora estou realmente aprendendo Java! E que linguagem legal! Não desmereço nenhuma das outras linguagens com que tomei contato, em hipótese alguma! PHP continua sendo minha predileta, Python e Ruby as mais respeitáveis, VB a mais fácil, C++ a mais poderosa e mais tesão (pausa para render homenagem ao Bjarne Stroustrup), e por aí vai.
O único problema que ainda vejo em Java é performance. Como a JVM é, em termos práticos, um interpretador, escrever aplicativos com boa performance é um desafio constante, nem sempre satisfatoriamente vencido. Nesse ponto, tenho a impressão de que o interpretador Python é mais rápido, mas é uma observação meramente empírica.
De qualquer forma, está sendo muito legal aprender a linguagem. Fazer aplicativos visuais usando Swing é um doce! O gerenciador de layout facilita muito a criação de janelas adaptadas a qualquer resolução (talvez ter entendido como funciona a GTK tenha ajudado a entender o gerenciador de layout do Java).
E para finalizar, devo dizer que acho que estou ficando muito Nerd mesmo… Passei o fim de semana todo usando VIM para editar os Java, e mesmo não sabendo usar todos os recursos do editor, ele se mostrou tudo, absolutamente tudo que eu queria para trabalhar com Java (fazendo aplicativos curtinhos, de 30 ou 40 linhas, obviamente).
Qualquer hora dessas eu falo sobre Firefox.
Aproveite o dia!
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O que mais me irrita quando se fala em Java é que os puristas são radicalmente contra um compilador que gere um executável, com o velho argumento de que basta instalar a JRE… Isso já resolveria alguns dos problemas de velocidade.
No mais Java é o Cobol da atualidade. É burocrática, mas pensada para fazer o que é básico de forma bem feita. É uma vantagem isso, com certeza.
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Oh, Charles, não sei se já falei, mas é sempre legal te ver lendo o meu blog!
Quanto a teus comentários sobre o Java, quem sou eu para discordar?
Sério mesmo, também acho-a excessivamente burocrática.
E quanto à compilação para código nativo, já há um tempão que venho ouvindo falar de mecanismos como o HotSpot, da Sun, e o JIT (sei lá de quem), que prometem acelerar a execução do software. Mas só prometem…
Bom mote para dar uma pesquisada!
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