01 Jan 2007
Paciente e psicólogo: isso dá samba?
Um dos sites que curto ler é o Yahoo Respostas, pois ao mesmo tempo que orkuteiros médios fazem perguntas imbecis e recebem respostas bestas, tem muita gente com dúvidas interessantes, e outro tanto com respostas inteligente, criativas e precisas para estas dúvidas.
Quando tenho com o que contribuir eu respondo alguma coisinha, lá.
Recentemente alguém perguntou sobre como resolver o “problema” que seria a situação de paciente e psicólogo se apaxionarem, e isso me fez querer escrever algumas linhas sobre o assunto.
Contando os psicólogos das empresas por onde passei, tive contato bem próximo com quatro profissionais da área que “cuidaram” de mim (na verdade dois foram meus terapeutas, os outros dois faziam seu trabalho junto a mim por contingência, e a recíproca era verdadeira). Meus terapeutas foram ambos homens, sem chance de paixonites, mas com um deles — que vou chamar de Fernando — certa vez tive um papo bem profundo sobre essa questão, porque, na época, eu não estava sabendo como lidar com as investidas de uma aluna minha.
Em verdade, não há um problema enquanto o profissional não se apaixonar pelo cliente. Afinal, quem tem que ter o controle da situação é aquele, mesmo. Porém, quando os dois se envolvem mutuamente, aí a coisa muda de figura.
Fernando me confidenciou certa vez apaixonou-se por uma paciente. Depois de muito ponderar, resolveu seguir o bom senso: deixou de ser o terapeuta dela, indicando-a a um outro profissional de reconhecida capacidade. Os dois hoje estão casados, têm quatro filhos e uma vida de comercial de margarina.
No caso da minha ex-aluna foi fácil de resolver: facilitei para que ela tirasse nota alta em um trabalho de recuperação, e misteriosamente meus encantos sumiram, e ela perdeu toda a vontade de dar pra mim. Restaram dois consolos: fiquei com a consciência tranqüila por não ter ofendido a Ética, e pensar que ela não fazia meu tipo, mesmo…
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Isso me aconteceu quando era professor, só que a aluna já estava aprovada. Resultado? O namoro já dura quase há um ano e meio. Fazer o que…
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É complicado viu….
Eu já tive “problemas” com clientes, mas minha relação é comercial, não pedagogica, mas mesmo assim a gente fica sem saber como agir…
Primeiro pq se o cliente é bom… vc não quer perder… e depois, vc não quer ser “indelicado”, mas quando a investida parte para ingnorância, é preciso ser ignorante tb…
No caso de paciente e psicólogo… talvez na maioria das vezes esse sentimento se confunda não é….
Você abre sua vida, conta seus segredos mais íntimos, e a pessoa te escuta como ninguém, e o melhor, te entende como ninguém no mundo entenderia, afinal é o papel dele, mas a confusão é natural.
Eu prefiro saltar fora logo quando as coisas vao nesse rumo, minha terapeuta é mulher, e como o Janio disse, sem chances para paixonites, mas é uma pessoa a quem muito me apeguei…
abraço
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Aninha, que bom te ler por aqui!
É bem isso mesmo, você pegou o ponto certo: o psicólogo ouve, entende e aconselha, a probabilidade de misturar os sentimentos aumenta bastante.
Beijão!
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