17 May 2005
Os substitutos

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Ontem assisti um filme no Warner Channel chamado “Replacements”, ou “Virando o Jogo”, em Português. Conta a história de um treinador de futebol americano (o <insira todos os elogios possíveis aqui> Gene Hackmann) que assume um time desacreditado, cujas estrelas resolveram fazer greve. O treinador então recruta uma equipe de “fracassados” para atuarem na liga profissional, pois ele conhece cada um e sabe que a despeito de serem pessoas comuns têm algo de especial a oferecer à equipe.
O filme é divertido, leve, e faz pensar em coisas como autoestima, espírito de equipe, e desejo de mudança.
Há uma máxima dos livros de autoajuda que diz: “quem continua fazendo a mesma coisa só pode continuar obtendo os mesmos resultados”. Esses caras do filme começaram a agir diferente, a fazer coisas diferentes, e por isso mesmo estão tendo resultados diferentes.
Tudo isso digo porque a cada dia descubro que minha insatisfação é devida mais e mais à falta de tempo livre. Não me refiro a poucas horas no final do dia, antes de dormir. Mas um dia a mais por semana para não fazer nada. Porque o sábado e o domingo são muito escassos para fazer tudo o que é necessário na vida de um homem solteiro. Sem contar que não há comércio aberto aos domingos, e que as últimas horas deste dia são um saco.
Hoje eu moro num apartamento que é o dobro do outro, ganho praticamente o triplo do que ganhava há dois anos, tenho o melhor computador que já tive na vida, posso me dar ao luxo de ter banda larga em casa, baixo uma média de dez filmes por semana, tenho TV por assinatura… Mas nem por isso estou mais feliz.
Ê, vida…
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