16 Aug 2007
O que torna sério um blog
Freqüentemente recebo comentários a alguns posts, ou mesmo por e-mail, reclamando ou que a “blogosfera” brasileira é uma panelinha, ou que os blogueiros parecem um bando de bichas rasgando seda umas para as outras. Nada contra as bichas, tudo contra quem se sente excluído sem nem ao menos dar-se ao trabalho de tentar entender como as coisas funcionam.
Um dos comentários deste jaez de que recordo era em um artigo em que eu elogiava alguma atitude do Bruno Alves, que não lembro mais qual era. E estou preparado para ganhar mais comentários imbecis como aquele, pois este artigo aqui é inspirado numa atitude extremamente profissional e séria do Bruno.
Em seu artigo Como ter um blog penalizado no Google, o Bruno usa de seu próprio exemplo para explicar como até mesmo um profissional em SEO pode cometer pequenos deslizes que acabem por prejudicar o desempenho de seu blog, alertando assim quanto aos profissionais e “profissionais” com suas técnicas estapafúrdias de otimização que são um verdadeiro tiro no pé.
É claro que não é o simples fato de ele ter feito um artigo sobre um de seus blogs que mostra o quanto o Bruno é um blogueiro sério. Mas a profundidade da análise, a humildade em admitir que errou, a transparência em demonstrar com gráficos e outras evidências, e a sensibilidade de aproveitar do erro como oportunidade de acerto, e de ensinar adiante como fazer certo, certamente deixam claro porque as mídias “mainstream” estão preocupadas com o crescimento dos blogs.
Por mais que um editor de tecnologia de um jornal seja “crânio”, ele não vai jamais poder falar com a mesma naturalidade, propriedade e correção que o Bruno. Porque enquanto o jornalista escreve para as massas, sobre um assunto que provavelmente não seja sua especialidade (ele é jornalista, não especialista em SEO, para ater-me ao exemplo deste texto), o Bruno escreve o blog dele especialmente para mim. E para você também. E para aquele cara da mesa ao lado. E para aquela guria que dá aula de SQL no curso técnico, para alunos mais velhos que ela. E para esses alunos.
Enfim, essa parcialidade do blog, essa característica tão pessoal, essa intimidade entre autor e leitor, jamais serão superadas por um meio que pretende transferir para a Internet a mesma cultura e maneira de produzir conteúdo de quando o que havia de mais moderno eram prensas capazes de imprimir jornais com fotos coloridas.
Valeu, Bruno Alves, por mais esta aula de como se faz um blog sério, e de como se conquista a confiança de seus leitores.
E pra quem é da opinião que este texto é uma mera puxação de saco (como se o Bruno ou eu precisássemos disso), sugiro que vá comer no Xis do Dario, se não gostou… vá comer noutro lugar!
(A piada acima não é minha, apenas a reproduzo após ouvir insistentemente no rádio, e julgar que ela é bastante apropriada para o momento.)
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também fiquei impressionado com a humildade do Bruno no final do artigo em que ele fala, “em casa de ferreiro, espeto é de pau”.
agora nào quero ver ninguem querendo comer no Xis Dario não =/
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Dario.
Pelo menos assim você veio aqui e deixou um comentário, com ou sem xis!
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Legal cara… eu estou escrevendo alguma coisa sobre isso e pretendo fazer um link para este post também.
Abraços
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Nenhum blog é sério.
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Sempre gostei do jeito do Bruno escrever, parece que ele está conversando com você.
OBS: também sou viciado no Pretinho básico
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Não entendi essa de nenhum blog é sério.
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Salvador.
Pensei duas vezes antes de liberar a exibição deste comentário sobre nenhum blog ser sério, até porque depois que liberei os links de comentários do nofollow chovem observações do tipo “sou contra essas extensões”, “concordo”, “shauhauhauh” e coisa parecida.
Contudo, resolvi liberar o comentário supra citado porque esperava justamente que alguém viesse aqui fazer o que você fez: pedir explicações.
Agora estou aguardando, tão curioso e sem entender nada quanto você.
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Que bom que somos dois.
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