24 May 2004

O que não vai ser

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Minha experiência anterior inclui além de linguagens vinculadas ao Windows (como VB e Delphi) e outras linguagens que “já eram”, programação para web. Eu até poderia fazer um webmail, mas essa não é uma idéia interessante. Posso até mudar de idéia, mas por ora o negócio é fazer algo para o desktop.

Até porque webmail existem muitos, e muito bons por aí, e que cumprem perfeitamente o seu papel. Mas seria bem difícil de se criar um mecanismo de templates que funcionasse via web. Além do mais, eu me recusaria a escrever um aplicativo para Internet que ficasse amarrado a uma única tecnologia (como estamos cansados de ver por aí sites que só funcionam no IEca).

O webmail também teria outros problemas intrínsecos bastante desagradáveis, entre eles:

  • area de armazenamento de mensagens;
  • necessidade de o usuário ter um website configurado;
  • o tráfego que essas idas e vindas de e-mails causariam;
  • a inconsistência ou impermanência das mensagens, por não haver um meio offline de armazenamento (como o disco rígido local.

Também tenho alguma experiência com programação Java, mas essencialmente orientado à web (JSP e Servlets). Nunca fiz mais do que alomundos usando Swing. Embora aprofundar meus conhecimentos em Java sejam parte de meus planos para o futuro, não vejo a tecnologia como uma alternativa viável para esse projeto porque a JVM (não importa de qual fabricante) pesa muito, e um cliente de e-mail que não seja estável e/ou rápido está fora de cogitação.

Haja vista a necessidade de o cliente de e-mail exibir adequadamente mensagens em HTML (embora não seja meu objetivo possibilitar a composição delas), também não poderei fazer nada que funcione exclusivamente no terminal (como o Pine, por exemplo).

Isso posto, ainda sobra um mar de possibilidades acerca do que poderá ser utilizado na criação deste cliente de e-mail. No próximo post espero poder fazer uma análise de algumas dessas possibilidades, correndo o risco de analisar uma ou duas, e acabar me apaixonando por uma tecnologia de cara, partindo, portanto, para a criação do projeto.

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