19 Sep 2005
O chapéu fica!
Algumas coisas conseguem ser muito, extremamente sensuais sem, no entanto, fazer nenhum tipo de apelação rumo ao pornográfico. Um dos ícones da sensualidade, em minha humilde opinião, é a canção “You Can Leave Your Hat On” (cujo refrão muita gente prefere cantar “you can leave you head on”), do Joe Cocker Menecamp.
Imagina a cena: aquela beldade que te deixa em estado de alerta vestida apenas de sapatos, vestido (ou calça, caso seja essa tua preferência), um casacão e o chapéu… Aquele chapéu que dá ao seu rosto (o da beldade, no o teu) aquele ar de mistério e sensualidade que te fariam lamber o chão por onde ela pisa…
Aí as luzes diminuem, a música começa (nem precisa ser o Joe Cocker, pode ser Commitments também), e a beldade começa a mexer o corpo perfeito ao ritmo dos acordes hipnotizantes, jogando os braços para trás com a desculpa de tirar o casaco, mas na verdade é só para projetar a pélvis em tua direção. Aí o casaco vai lentamente escorregando pelos seus braços, enquanto ela continua rebolando e à distância esfregando o púbis no teu nariz (tu quase sentes o perfume).
Mas é claro que tu não te conténs, e rastejando para não interferir demais no espetáculo tu languidamente tiras os seus sapatos, roçando as pontas dos dedos na pele de seus pés. E então o vestido (ou as calças) escorrega vindo a depositar-se no chão, diante dos teus olhos famintos. Mas o chapéu… Não, o chapéu ela não tira. Tua beldade se mantém vestida apenas com o chapéu e aquele perfume que tu tanto adoras.
Acendem-se algumas luzes, apenas para valorizar mais seu corpo curvilíneo, e ela senta na tua poltrona favorita, vestida apenas com o chapéu, braços erguidos e imóveis, convidando-te à fartura de um banquete particular, digno dos deuses do Olimpo em suas ocasiões mais especiais…
You Can Leave Your Hat On
Joe CockerBaby take off your coat
Real slow
Baby take off your shoes
I’ll take your shoes
Baby take off your dress
Yes yes yes
You can leave your hat on
You can leave your hat on
You can leave your hat onGo on over there
Turn on the light
No all the lights
Come back here
Stand on this chair
That’s right
Raise your arms up to the air
No shake ‘em
(Adivinhaste, Sidnei, tu vais ver essa temática de volta em breve.)
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Safadinho, e eu iria perguntar sobre a tal “vida de Janio”… engraçado, me lembrei de duas cenas: Kim Basinger no comercial de vodca, digo, de cartão de crédito, digo, do filme “Nove semanas e meia de amor” e os doidos do filme “Ou tudo ou nada”(The Full Monty). De qualquer maneira, minhas glândulas salivares tornaram-se ativas depois desse preview.
Sidnei, ao som de I close my eyes,da Shivaree. E isso foi uma sugestão, viu?
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