Nero Linux


Finalmente instalei o Nero Linux para experimentar, embora seja software proprietário com várias alternativas livres a ele. Mas a curiosidade é algo que tenho muita dificuldade em controlar, se tento contê-la ela evolui para ansiedade, e daí não sei aonde pode chegar.

Para baixar o Nero Linux é necessário ter um número de séria válido do Nero Windows. Sem isso, nem o download não é liberado no site oficial. Essa foi a primeira decepção. Mas eu tenho uma mulinha que me traz presentes exóticos, entre eles o instalador do Nero Linux.

A segunda decepção se deu no momento da instalação: a única coisa que sei sobre o RPM (o sistema de pacotes, e não aquela banda dos anos 80) é que o comando “rpm -ivh” deve fazer a instalação de um pacote, e o instalador do Nero é um RPM (ou será que eu esperava encontrar os fontes do programa em algum lugar?). Abri então o arquivo .rpm no gerenciador de pacotes do KDE, e não consegui instalar nada, porque ele reclamou de uma pá de dependências não satisfeitas.

Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. o programa “rpm2tgz” converteu num piscar de olhos o rpm para um pacote padrão do Slackware, e foi só instalar com “installpkg”. Aleluia!

Ao rodar o programa, uma interface bem simples, se comparada ao Nero para Windows, ou ao próprio K3B, porém funcional, baseada em GTK 1. Ele logo reconheceu a gravadora no local certo, modelo, tudo. Ah, claro, não sem antes pedido aquele mesmo número de série que era exigido para o download.

Fiz então o primeiro teste: peguei um arquivinho de 640MB para gravar num CD-R Sony 52x (meu gravador vai até 40x). Um arquivo ligeiramente maior tinha levado longos seis minutos para gravar no K3B, e eu esperava que o Nero fosse repetir esse tempo, ou ficar bem próximo. Mas eu estava enganado: o desgraçado levou vinte e dois minutos para gravar o CD!

Enfim, alguma vantagem o Nero teria de apresentar, ao comparar-se com o K3B (que eu cito insistentemente porque é meu software padrão para gravação). E eu achei que tivesse encontrado ao tentar duplicar um VCD. O K3B não lida bem com discos multitrack, e o Nero identificou as trilhas direitinho, e fez uma imagem (arquivo .nrg) do primeiro disco. Apesar de ter demorado mais uns 20 minutos, beleza!

Aí resolvi duplicar um KSVCD que um amigo me pedira, e fui para o teste concreto. O desgraçado simplesmente emperrou na leitura do original, em 22%, e a única maneira de poder parar com aquela bandalheira foi matando o processo do Nero.

Para concluir, posso dizer que foram umas duas horas perdidas testando esse programa, que serviram para eu ver o quão bem servido já estava com meus softwares de antes, nenhum deles proprietário. Se você, caro leitor, quiser fazer seus próprios testes, fique à vontade, e se chegar a um resultado diferente do meu, deixe-me saber.

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