Dia desses vi na tevê, naquele programete do tal de Dr. Phil, a história de uma senhora de 75 anos de idade que, indignada com o péssimo atendimento prestado pela sua operadora de telefonia e tevê a cabo muniu-se do marido, um martelo e arrebentou telefones, teclados, e por pouco não quebrou a cara dos atendentes imbecis. Quando perguntada sobre se ela não pensara nas conseqüências de seus atos ela disse que na idade dela não acreditava mais que pudesse ser mandada para a forca.
De fato, a idade à medida que vamos envelhecendo vamos experimentando um aumento do nível de liberdade, que parece acompanhar o nível de exigência (talvez não na mesma proporção).
Como este é meu blog pessoal, só posso falar por mim mesmo. Então digo que ultimamente tenho percebido que ando muito mais exigente com relação a uma série de coisas: não admito mais determinadas coisas que antes eu considerava preços comuns a se pagarem para viver em sociedade.
Mas também tenho experimentado a liberdade, que me permite inclusive dizer aos quatro ventos que eu curto coisas que os intelectualóides abominam.
Especificamente, hoje ouvi uma canção muito linda do Moacyr Franco. Ele teria criado esta peça em homenagem à esposa (não tive como me certificar de que foi isso mesmo).
E é claro que, como estou ficando velho, e tenho por isso a liberdade cada vez mais crescente de ser ridículo sem medo, não me furtei ao prazer de deixar as lágrimas rolarem pela face, emocionado com a lindíssima poesia.


Realmente a canção é muito bela. E ele tem várias assim, tão boas quanto.
A péssima atuação que ele tem tido como humorista d’A Praça é Nossa, se anula com estas preciosidades. Eu gosto de algumas canções do Franco, algumas inclusive regravadas por duplas sertanejas das antigas, mas que pouca gente sabe a verdadeira autoria.
[...] E não, não foi coincidência eu postar sobre isso justamente depois que o Janio quebrou os grilhões do preconceito e deu a partida falando dele, aliás foi justamente por aquele post que me surgiu o interesse [...]
Vivo dizendo isso: se o Brasil não tivessa tanta vergonha do Brasil, teríamos clássicos da hoje chamada “música brega” no imaginário popular assim como os estadunidenses têm Porter, Rodgers and Hart, e coisas assim.
Linda canção. Moacyr Franco, quando quer, é divino. Já ouviu “Se eu não puder te esquecer”, na voz de João Mineiro e Marciano? Pois ouça.