02 Dec 2005

Linux e coisas afins

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Em abril de 2004 instalei Linux pela primeira vez em meu computador, para usar como sistema operacional padrão. Foi por influência do Gian, a quem agradeço publicamente por ter me influenciado a seguir nessa direção.

Sem querer chover no molhado, posso resumir minha percepção do Linux como sistema operacional em duas palavras: "do caralho". É rápido, estável, seguro (embora ainda não seja à prova de usuários que usam o root o tempo todo[1]), organizado.

Acho também que o Linux está pronto para o usuário que não quer nem saber o que é linha de comando. Este vai poder usar os aplicativos que rodam em ambiente gráfico e descobrir que, endosso aqui o que o Taq comentou, os melhores programas de e-mail rodam em Linux, que a despeito do descaso dos fabricantes há muito hardware suportado, e que para navegar na Internet não há nada melhor que Slackware, Dropline Gnome e Mozilla Firefox juntinhos.

Mas quem quiser realmente usufruir de todo o poder que o Linux oferece tem que apender a usar a linha de comando. Muita coisa que naquele outro ambiente pago tem que clicar em muitos lugares diferentes, salvar, abrir, recarregar, recomeçar, clicar "next" muitas vezes, pode ser resolvido com uma linha de comando no Linux.

Ontem finalmente pus as mãos no meu novo servidor, conforme comentei há poucos dias. Se fosse um servidor baseado em Windows eu teria de cumprir uma maratona para poder transferir as contas dos meus vinte e sete clientes para a nova máquina (sem falar nas bases de dados, que teriam de ser recriadas igualmente em qualquer caso):

  • conectar ao servidor antigo por  FTP, e baixar toda a estrutura de diretórios do cliente para a minha máquina;
  • conectar ao novo servidor por FTP e subir toda a estrutura recém baixada para o novo lar;
  • acertar (se no Windows fosse possível) as permissões de cada arquivo e cada diretório (ou "pasta") à mão, individualmente;
  • recriar as caixas postais, aliases, redirecionamentos, autorrespostas, tudo enfim, com o adicional de ser necessário trocar todas as senhas de todos os usuários.

Já no Linux as coisas são bem diferentes. Tudo o que eu tive de fazer foi:

  • conectar ao servidor antigo por SSH. e via linha de comando compactar cada diretório de cada cliente;
  • conectar ao novo servidor por SSH e fazer um "wget" para buscar o arquivo compactado do servidor antigo;
  • descompactar o arquivo, recriando instantaneamente a conta do cliente, com suas caixas postais, filtros, scripts, páginas, tudo, tudinho.

Considerando que um servidor e outro conseguem conversar entre si a uma velocidade de 10Mbps, e que o tráfego se dá de um único arquivo, e que meu ADSL por melhorzinho que seja consegue um upstream de apenas 256kpbs, e teria de trafegar toda a estrutura de arquivos de cada cliente, imagine quantas horas eu ganhei apenas por estar usando Linux e, principalmente, por saber usar a linha de comando (minimamente).

Com licença, agora vou voltar a fazer umas tarefas de Next, Next, Finish. ;)

[1] Isso foi uma piada.

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