Ladrão (quase) é morto a pauladas no Pará
Estou com a leitura de meus feeds bastante atrasada. Está na hora de fazer uma faxina geral outra vez. Devido a esse atraso acabei só agora tomando conhecimento do texto da Veri (Em terra de Marlboro, justiça é feita pelas próprias mãos), que por sua vez comentava o texto do Rafael (Matem os bandidos, façam a revolução?).
O tema não é novo, não lembro se já comentei sobre isso aqui no Blogue do Janio, mas considerando os recentes trânsitos de Marte penso que seja adequado dizer o que eu penso acerca de episódios como esse.
Não faz muito tempo — acho que foi em setembro do ano passado — em Caxias do Sul um cara foi linchado também, num ginásio de esportes, numa situação um pouco diferente da do sujeito do vídeo (abaixo). Em Caxias, pelo que me lembro, o cara entrara acompanhado de dois ou três outros bandidos no ginásio onde pessoas da comunidade jogavam e assistiam futebol de salão, renderam todo mundo e fizeram um limpa nos seus pertences; na hora da fuga um dos caras tropeçou e caiu, sendo deixado para trás pelos cúmplices, e então a galera toda desceu da arquibancada e tentou tirar o prejuízo do couro do sujeito.
Agora, essa notícia do Pará, que dá conta que a população revoltada aproveitou uma chance que teve e linchou um bandido que roubara um celular “até a morte” (comentários no blog do Rafael dizem que o pagodeiro não morreu, e até pintou o cabelo de outra cor para não ser reconhecido).
O que mais me incomoda nessa estória toda é que por conta de que eu sou um cidadão de bem, respeitável, cumpridor das minhas obrigações, eu tenho que dar ouvido a essa papagaiada toda de direitos humanos, tem que tratar bem o bandidozinho lindo do meu coração, pois é, pois é, pois é, como diria a Chiquinha. Ele, o bandido, tem todo o direito de fazer terror com os cidadãos, ameaçar, coagir, roubar, torturar, e ninguém se preocupa com os direitos humanos de quem trabalha e paga impostos. Mas é um cidadão, apoiado pelos seus iguais acuados pela violência imposta pelos maus caráteres, resolver usar os punhos para tentar pelo menos acalmar seu coração ávido por justiça para ele não parar mais de ser chamado de bárbaro pra baixo.
Não estou dizendo que linchar os assaltantes seja a solução para os problemas sociais e da violência urbana. Estou dizendo é que as pessoas devem começar a votar nas putas, pois os filhos delas têm sido eleitos e não têm feito nada, nem ao menos entender que quando um bairro inteiro de pessoas de bem resolve linchar um bandido em praça pública elas estão é urrando, nem é mais gritando, por justiça e segurança.
Replico o mesmo comentário da Veridiana: para os de estômago mais fraco encerro aqui. Para os mais carniceiros, segue o vídeo produzido pela TV RBA, relatando a situação dos moradores desse bairro, e com cenas do linchamento do pagodeiro.