18 Jun 2005
Knoda, o Access do Linux
Há algum tempo conversando com meu amigo Israel (tu tem blog, ó criatura?), ele comentou da vontade de migrar a máquina de seu sogro para Linux, mas não fazia porque não conhecia nenhum software que substituísse o Access, utilizado pelo dono da máquina para administrar alguma coisa sua.
O tempo passou, e o Israel ainda tem a mesma necessidade, e hoje enquanto conversávamos por e-mail mencionamos a possibilidade do Crossover Office (que garante o funcionamento legal do Office 2000), mas também falamos do Knoda, que foi mencionado na Revista do Linux deste mês.
Como eu uso Slackware e acho um saco ficar compilando programas (detesto quando dá problema de dependência), fui ao Linux Packages tratar de baixar o Knoda por lá. Pacote baixado, pacote instalado. Só que ao rodar o Knoda pela primeira vez descobri que havia dependências não satisfeitas: faltava instalar o pacote hk_classes, e também o hk_mysql_driver, pois desejo usar o Knoda com um banco MySQL, óbvio.
Pacotes baixados, pacotes instalados. Mas ainda assim não tinha jeito, o Knoda não iniciava, e reclamava que não encontrava a biblioteca libhk_classes.so.7. Uma olhada mais atenta no pacote libhk_classes me deu a dica de que eu precisava: os arquivos necessários estavam em /usr/lib/hk_classes (um subdiretório), que além dos arquivos propriamente ditos continha links simbólicos para os arquivos de vínculo. Presumi que algum erro tenha sido cometido quanto ao pacote, e deduzi que bastaria criar os meus próprios links simbólicos em e para os lugares certos e tudo estaria resolvido.
“Virei root” e comandei:
/usr/lib# ln -s hk_classes/libhk_classes.so.7.0.0 libhk_classes.so.7
/usr/lib# ln -s hk_classes/libhk_classes.so.7.0.0 libhk_classes.so
Aí foi só alegria! O Knoda entrou, e pediu para escolher o driver de banco de dados a usar. Como eu só instalara o driver para MySQL, só ele estava disponível. Porém, não conectava!
Óbvio. Depois da tragédia eu não tinha reinstalado o MySQL. Baixei-o com o Swaret, e não demoraria muito para eu ter meu servidor exatamente como eu queria.
Os passos para configurar o MySQL então são:
# mysql_install_db para configurar o banco de dados de controle do MySQL.
# safe_mysqld & ou multi_mysqld & para criar o sock. É normal uma mensagem de erro logo em seguida, porque ainda não se definiram os direitos para o diretório de trabalho do MySQL.
# chown -R mysql.mysql /var/lib/mysql para que o MySQL passe a ter os direitos certos no diretório de trabalho do MySQL.
Até aqui tudo mais ou menos, porque na hora de fazer o Knoda conectar com o banco ele retornava uma mensagem dizendo que não tinha conseguido. Óbvio: o MySQL não estava rodando, e nem havia sido definida a senha do root.
# multi_mysqld & põe o MySQL para rodar (poderia ter sido o safe_mysqld também, para uma instalação local).
# mysqladmin -u root password 53nh4 para definir a senha de root, e pronto! Agora é só correr para a galera beijando a camiseta.
Criar uma tabela com ele dá pra fazer com uma mão nas costas, e criar formulários e relatórios também é muito simples. Só não gostei de uma coisa:
vou ter de aprender Python, pois os formulários são todos “scriptáveis” nesta linguagem.
Não fui mais fundo na análise do programa por não ter maiores demandas. Mas, certamente, aquele programa que eu faria em Gambas para controlar os clientes da PortoHost certamente morreu antes de nascer; vou fazer o controle é no Knoda mesmo!
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