04 Mar 2007
Juiz no Texas considera ilegal o uso de Deep Links
O Caparica publicou nas URLs Sinistras o artigo Deep Links, com o texto que eu tomo emprestado para usar como o título deste artigo. O Caparica também informa o link para ler a história original, em Inglês: Texas court bans deep linking.
Para quem não lê em Inglês, ou não está com saco para isso agora, um resumo ultra-rápido: o judiciário do Texas condenou o operador de um website por infração a direitos autorais porque o cara fez um link para um podcast específico, criado, produzido e hospedado por uma empresa de eventos esportivos. Deep linking, então, é isso: você apontar para uma URL interna do site de alguém, e não à página inicial ou qualquer outra que o dono do site considere “linkável”.
O fato é que mesmo não copiando nada, apenas provendo um link para quem quisesse poder ouvir o material em questão, o juiz achou que o webmaster estava cometendo um crime.
Minha primeira reação foi pensar “que juiz idiota, é mais um burocrata que não entende nada de Internet querendo dizer como ela deve funcionar”. É lógico que eu só poderia pensar algo assim: sou blogueiro, ganho dinheiro com isso, antes dos blogs eu já vivia de Internet, e antes da Internet comercial no Brasil eu já vivia de tecnologia. Meu único emprego fora da área, numa tentativa de mudar meu destino, foi quando fui gerente de sorveteria, mas saí da empresa deixando como legado um sistema personalizado desenvolvido e funcionando.
Acontece que, como eu costumo dizer, a Internet é um meio ainda muito novo. Se até bem pouco tempo atrás era “crime” manter serviços pagos na Internet (devido à cultura de que tudo que vai para a Grande Rede deve ser livre), ainda temos muito o que aprender com as pessoas que usam a Internet, pois elas é que vão dar a direção às pessoas que fazem.
Muita regulamentação precisará ainda ser criada, para dar suporte a toda a atividade que ocorre na Internet. Assim como muita gente fica enlouquecida quando reproduzem um texto seu em outro lugar (e é pra ficar mesmo, isso é plágio), e normalmente quem reproduziu não faz nem idéia de que possa estar agindo errado, talvez seja mesmo necessário — para o bem do harmonioso convívio social — regulamentar também os links!
Só para ressaltar, qualquer coisa de qualquer um dos meus blogs (este, o Lucrando na Rede ou o Emagrecer) pode ser “linkada” à vontade. E os textos podem ser reproduzidos, no todo ou em parte, contanto que conste um link para o artigo original, e meu nomezinho lá como autor do texto. O GoogleBot e eu adoramos links.
Textos possivelmente relacionados a este





Para a cultura brasileira parece absurdo um caso desses parar em um tribunal, mas os americanos tem disso. Acho que devemos levar em consideração que nesse caso o dono do podcast arca com os custos de banda/hospedagem do arquivo, e não usufrui dos pageviews no site.
[Reply]
Tem chiadeira, tem processo, tem até condenação. Mas como tudo na rede, acaba-se adaptando ao uso da massa de usuários que não está nem aí para o que se pode ou não fazer.
Adapta-se e faz disso negócios. A indústria fonográfica percebeu que não tem como lutar contra distribuição de músicas. Tratou de se adaptar as novas regras.
As reveladoras e empresas de fotografia se adaptaram as chegadas das máquinas digitais.
A indústria do cinema vai certamente, se é que já não faz, tirar proveito da internet e mais fácil distribuição de seus filmes.
Autores de poadcast e textos tem de saber que se tiverem qualidade (ou ao menos atratividade) serão distribuídos e um abraço. Tratem então de partir desse pressuposto para atingirem seus fins.
Abraços
Victor
[Reply]