Hypes: aproveitar ou não aproveitar, eis a questão
Quando um blogueiro decide aproveitar a capacidade de ganhar dinheiro com seu hobby, profissionalizando-o, ele tem que decidir, entre outras coisas, como vai fazer para atrair tráfego para o site. Alguns apostam em campanhas publicitárias pagas (AdWords ou Acalama, por exemplo), outros escolhem sistemas virais ou de “troca de tráfego”, e muitos escolhem escrever sobre assuntos da moda, porque sabem que os “paraquedistas” — se alguém ainda não sabe o que são, pergunte nos comentários — vão pesquisar por eles nos buscadores, e acabar chegando às suas páginas.
Acontece que se não bastasse a divisão entre “funbloggers” e “probloggers” (como se um problogger não se divertisse com seu blog), aqueles ainda costumam atacar os que usam os chamados hypes para atrair tráfego que resulta em dinheiro no bolso, e alguns dos blogueiros que ganham dinheiro com seus blogs simplesmente não suportam esse tipo de crítica gratuita e infundada.
Estou escrevendo este texto porque fui convidado pelo Noronha a expressar o que penso sobre o assunto.
Particularmente, tenho evitado escrever sobre assuntos da moda, não por refutar esse tipo de iniciativa, mas sim por absoluta falta de saco de tentar produzir algum conteúdo sobre a rosca da bandeirinha, como sugeriu meu amigo Van Lord, ou sobre os Jogos Panamericanos. Imagine, caro leitor, se eu não teria algo mais prazeroso a fazer do que ficar investigando quem vai sair pelada na Playboy para ter o que escrever. Já faz anos que passei pela fase do onanismo, e não me agrada escrever para onanistas (a não ser que estes me paguem assinaturas, aí eu escrevo contos eróticos até bem elogiados, embora eu não tenha a pretensão de ser uma Hilda Hilst de cuecas).
E já que fui convocado a me manifestar, devo dizer que acho um porre quando os socialistas da web, que como bem observou o Noronha abominam o capitalismo mas vendem a maior parte de sua vida a uma empresa que lhes paga um salário de fome, vêm atacar aqueles que — como muitos, inclusive eu próprio — ganham dinheiro com seus sites. Mas também acho um saco quando os atacados revidam, dando mais vida a esse tipo de discussão estéril e sem graça. Se ao menos fosse divertido, eu nem diria nada.
Enfim, os ataques mútuos me incomodam, mas “taggear” os outros não. Assim, vou convidar a continuar a tag, se quiserem, os seguintes blogueiros: a Nospheratt, o Doufer, Slonik, Rodrigo Ghedin e Rodrigo Muniz. Os critérios para escolha dos marcados para tocar a brincadeira adiante são simples: coloquei meu Google Reader para listar apenas os feeds com itens não lidos, e escolhi os cinco primeiros blogs brasileiros com posts para ler.