17 Sep 2004

Humor Negro

Arquivado em: Diversos

Compare Preços no JáCotei:

Telefone Siemens Euroset 3005 sem Chave Ci...
Telefone Siemens Euroset 3005 sem Chave Ci...



DVD Player Panasonic S2LB-S
DVD Player Panasonic S2LB-S




OK, eu confesso: eu adoro humor negro, eu babo de tesão com piadas política e absolutamente incorretas!

Dia desses encontrei nem sei mais como uma animação pra lá de engraçada, a Avaiana de Pau (assim, sem “H” mesmo), um chinelo que não é confortável, mas que ensina as crianças a terem boas maneiras.

A fórmula não é nova, e até poucos meses atrás eu colecionava os episódios dos Happy Tree Friends (ainda tenho os arquivos .swf guardados), mas eles meio que perderam a graça quando começaram a ser exibidos pela MTV no programa do João Gordo.

A idéia é: animações em Flash protagonizadas por personagens fofinhos e de aparência ingênua que acabam sendo vítimas de crueldades e desgraças mil.

Houve uma época em que eu lecionava Flash, e a turma era extremamente desinteressada. Além do mais, eu não estava mais com saco para sala de aula, lecionando uma matéria que não me agradava (eu adoraria ter podido ensinar PHP, por exemplo), nas noites de sexta-feira. As coisas iam mal, a turma não apresentava interesse algum, o que se evidenciava pelo seu baixo rendimento. Então os fofíssimos Happy Tree Friends salvaram meu semestre: gravei um CD com todos os episódios que eu tinha e exibi para a turma, numa sessão especial que transformou os rostinhos entediados da gurizada em sorrisos sádicos e satisfeitos.

Terminada a exibição, pedi a eles que identificassem nos filmes prontos os diversos elementos que haviam estudado (como clipes de filme, máscaras, interpolações, e o caralho tudo o mais. Dei a eles duas semanas, e pedi que apresentassem uma animação completa, unindo todos os conhecimentos. Claro que ninguém apresentou animações tão complexas quanto a Avaiana ou os amiguinhos, mas fiquei positivamente surpreso com o resultado de seus trabalhos, pela maneira como criativamente compensaram a falta de prática e técnica com jeitinho para chegar aonde queriam.

Felizmente aprendi nesses últimos tempos a não extrapolar na manifestação do que me dá prazer com pessoas que não possam entender o que isso significa, bem como tenho tido a felicidade de poder selecionar melhor com quem eu me relaciono. Em outras palavras, todos os meus amigos sabem que eu adoro brincadeiras “engraçádicas”, que eu adoro tirar sarro das dificuldades alheias. Como por exemplo a resposta que dei a uma amiga, profundamente deprimida no fim de mais um relacionamento frustrado, que perguntava se não há realmente homens sensíveis e amorosos a fim de um relacionamento: “há, sim, fulana, mas são todos gays”.

Quem me conhece há pouco tempo talvez não saiba, mas há não tantos anos eu era muito diferente de quem sou hoje. Retraído, frustrado, contido. Fiz terapia, busquei autoconhecimento em toda parte, li tudo o que apareceu pela frente… E só duas coisas realmente me fizeram mudar: o Phenix e o riso. Rir de tudo, rir das próprias dificuldades, ridicularizar as situações, ou seja, devolvê-las à sua real dimensão (tudo aqui neste planeta é ridículo). Sem querer filosofar demais, devo dizer que esse sadismo que me faz rir de piadinhas como a do Papai Noel sobrevoando a Etiópia (se alguém não lembrar, pode pedir que eu conto de novo, adoro) salvou minha vida.

Carpe diem!

Textos possivelmente relacionados a este





Trackback URI | Comments RSS

Deixe uma resposta