16 Jun 2008
Hagakure: o Caminho do Samurai

Fogão Bosch Style 6 Bocas Branco HSK13K32E...

Câmera de Vídeo Sony DCR-DVD408

Por conta de iniciativas coletivas nas quais me encontro inserido, acabei vendo despertar-se em mim o interesse por artes marciais antigas, notadamente por samurais e seus meios de vida. No vaivém fui apresentado ao Hagakure (link para o Submarino), e por fim descobri uma coisa que me chamou bastante a atenção.
Observe a imagem abaixo.

Ela é o símbolo que eu esperava encontrar na capa do livro, pois acreditava ser ele o identificador único desta obra, que diferente de A Arte da Guerra, de Sun Tzu, não ensina generais a tomar decisões, e sim o Guerreiro a viver cada dia.
Porém, qual não foi minha surpresa ao descobrir que há muitas versões para a capa do livro!



É impressão minha, ou o símbolo da edição americana (que é o mesmo usado na capa da edição brasileira) é o mesmo usado para “ameaça biológica”? Onde foi que eu me perdi?
Textos possivelmente relacionados a este



Ahahahaha cê tem razão, Janio. O símbolo da edição americana lembra sim o de ameaça biológica - inclusive tem um certo parecido com o logo do filme Extermínio.
[Reply]
Janio,
não sei se você já se deu conta,
mas o artigo sobre mão de obra escrava na Índia e este sobre o Hagakure estão diretamente relacionados. O fato é que o que você descreve como gratidão ao seu primeiro patrão é exatamente o tema do filme Ghost Dog, que mostra não só a gratidão do samurai para com seu Shogun (em português, Generalíssimo, ou Chefe Supremo),
mas também a lealdade dele. Isto significa que você já tem em si o código do samurai, por isso que você entendeu a situação dos trabalhadores na Índia. Agora, como foi observado por outras pessoas em seus comentários, isto nada tem a ver com o fato de que há sim muita gente explorando outras, problema básico do capitalismo, que subverteu sua lei básica de oferta e procura, baseada na produção de cada um, e o que dela provém, por uma pura e simples acumulação de capital a qualquer custo, inclusive de vidas humanas. Este problema da Índia acontece também aflige São Paulo, onde há irmãos nossos latino-americanos que trabalham em fábricas assim por R$0,30 (trinta centavos de real) a hora. Quanto aos samurais, devemos lembrar também que Shoguns não se comportam como capitalistas exploradores, o que não impede também que um capitalista aprenda o código dos samurais, vide tua própria reflexão aqui.
Aliás, muito útil, pois podemos assim difundir estas idéias por aqui,
e refletir junto com outras pessoas sobre coisas tão importantes para nós. Afinal de contas, o trabalho de um samurai é pra vida inteira, não é uma mera moda de estação.
Abração,
Gentil
[Reply]
Janio Sarmento reply on June 17th, 2008 10:49 pm:
@Gentil: pode ficar certo de que realmente eu não tinha visto a conexão. Obrigado pela luz, meu irmão!
[Reply]
Um outro livro sobre o assunto é Segredo dos Samurais.
Ele deve ter mais de 400 páginas e é um estudo sobre artes marciais, desde o japão feudal, e explica (além da ‘filosofia’) as técnicas das artes marciais (várias), estratégias das lutas, todas as armas, armaduras…
É bastante ilustrado e *muito* técnico.
Eu não conheço artes marciais, mas presenteei o Gian no ano passado com esse livro e ele *não* conseguiu lê-lo por ser uma leitura bastante técnica, muito detalhada e complexa - acho que abandonou-o lá pela página 100, mas acredito que quando tiver um tempo voltará a ele, pois além de tudo é um livro muito bonito
[Reply]
Realmente é bem parecido mesmo! =D
[Reply]
Isso deu medo agora! Foi o que imaginei quando vi, mas vindo dos estadunidenses, é de se esperar!
[Reply]