24 Feb 2005
Father and Son
Nesse final de semana assisti um filme russo. Foi meu primeiro. Não será o último, porque não gosto muito do clichê “a primeira impressão é a que fica”.
O título do filme em Inglês é “Father and Son”. Na sinopse do IMDB dizia que era a história de um jovem que vivia com seu pai, e que ambos entravam em conflito porque o pai recebera uma proposta de trabalho que implicaria uma separação. Pensei que pudesse ser um drama de situação interessante, mas enganei-me feio.
Talvez pudesse ser por causa do áudio em russo, e as legendas em Inglês. Imaginei que os traduttori tradittori tivessem deturpado o sentido do filme. Depois pensei que fosse por eu não conhecer nada da cultura deles, e a ignorância estivesse prejudicando minha apreciação da obra.
Enfim, o fato é que fiquei muito indignado, depois de passar horas baixando um filme e ver que era uma bosta. Para começo de conversa, se o pai era dez anos mais velho que o filho, era muito. Depois, o filme começa com uma cena das duas bibas, digo, de pai e filho barbiezinhas lisinhas e saradinhas agarradas como eu jamais imaginaria em um filme não-gay (nem Alexandre, de Oliver Stone, foi tão bicha). Em seguida, aparece um outro moleque, que aparentemente deu para o pai do cara na noite anterior, deixando o filho pos-se-sso! Sem contar a fotografia: só havia concreto e construções caindo aos pedaços. Uma nesga de um lago imenso (acho que não tem mar na Rússia) foi a única coisa que não fosse asfalto, aço ou cimento no filme todo.
Mas tudo tem que ter algo de bom, até mesmo essa bomba que me custou um CD-R e uma hora e vinte do meu tempo para assistir. Achei muito legal saber que lá os caras têm o costume de conversar com a água, quando têm algum problema. Abrem a torneira, e sussurram na água corrente suas angústias e medos, para que a água os leve embora.
Que amor, né? +o(
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