Um blog de que eu gosto muito é o Clavatown, apesar de estar no Blogspot, porque ele diariamente informa de serviços interessantes e às vezes até úteis que sei lá eu como o autor descobre Internet afora.
Hoje, ao botar a leitura um pouco menos atrasada, encontrei o post em que o Clavatown fala do Omegle, um serviço que tem por objetivo botar em contato duas pessoas muito possivelmente desconhecidas e anônimas, uma para a outra, em contato.
A ideia é ótima, mas na prática vai ser difícil de encontrar gente legal lá; a maioria dos frequentadores do serviço quer apenas inspiração para uma boa sessão de onanismo.
Tem brasileiros por lá também, e deve ter gente de toda nacionalidade, mas o que mais tem mesmo, claro, é gente falando em Inglês. Esteja preparado.
E se tiver espírito de porco, e quiser tirar proveito do anonimato — a outra pessoa também só sabe que está falando com um estranho —, talvez dê pra tirar uma onda pesada com a cara dos gringos.
Fiz algumas incursões nesse mundinho, e agora vou contar como elas foram. Estou traduzindo para o Português para facilitar para os menos versados.
Conversa 1
Estranho: posso lamber seu perineo?
Eu: saí da sala.
Conversa 2
Estranho: Jesus Cristo, é você mesmo?
Eu: não, sou o primo dele; mas não sou bom de milagres como meu primo, não.
Estranho: claro que você é! Noite passada você soube mesmo como se divertir!
Eu: é mesmo? Fale-me mais.
Estranho: vejamos… noite passada você falou à beça na mesa da cervejada, enfiou um rato no rabo e transformou água em tequila. Cara, você é demais!
Eu: sim, sou mesmo. Agora ajoelha e faz um bolagato aqui em sinal de devoção.
Estranho: saiu da sala.
Conversa 3
Estranho: oi.
Eu: oi.
Estranho: homem ou mulher?
Eu: o que você preferiria que eu fosse?
Estranho: uma mulher.
Eu: então tá, sou uma mulher de 18 anos, bonita, rica e solteira; o que mais você poderia querer de mim?
Estranho: tem fotos pelada?
Eu: tenho, mas só entrego pessoalmente.
Eu: e você, é homem ou mulher?
Estranho: homem.
Eu: idade?
Estranho: 19
Eu: sua mãe sabe que você está na Internet até essa hora?
Estranho: mas você tem 18 e está na Internet, eu já tenho 19!
Eu: é, mas eu não sou mais virgem.
Estranho: saiu da sala.
Conclusão
É um serviço muito bacana. Mesmo. Mas duvido que amanhã eu ainda lembre dele!
Crédito da foto: TACD via Flickr





Nao seria melhor ir pra uma sala de bate-papo?
Quantos comentarios”ariscos” voce ja recebeu por conta de termos como o “apesar de estar no Blogspot”?
Iara.
O “atrativo” do serviço é justamente o fato de nunca se saber com quem se está falando, e ser uma conversa de um pra um. Numa sala de bate-papo esse fator praticamente inexiste.
Sobre os comentários azedos sobre o Blogspot, já recebi muitos, e quem me lê sempre sabe que eu tenho preconceito mesmo contra quem mantém blogs por lá. Tem gente que me odeia por causa disso, principalmente os que removem a barra do Google. Mas é a vida. Não sou nota de cem pra agradar todo mundo mesmo.
Ahhh pois eu gosto de saber exatamente com quem e que tipo de pessoa eu estou falando.
#prontofalei, mas eu nao me chateio com isso, porque eu nao gosto de blogs voltados para politica, religiao, tecnologias e jornalisticos, porque pra mim eles apenas repassam o que viram em algum local.Nao criam nada.
Isso me dá o falso poder de dominio o que é muito bom.
Nem precisa ser nota de cem, as de 20 já agradam a geral.
Sabe o que eu acho????
voce usa esse artificio pra chamar a atenção e ganhar um ibope
Logo ninguem é perfeito.
Engano seu, Iara.
Estou cagando e andando para ibope. Antes de mais nada eu escrevo nos meus blogs (são vários) porque gosto de escrever, nasci com isso. Tem gente que se acha melhor que eu porque acha que eu “me vendo” quando escrevo, e muita gente que se acha melhor que eu porque eu sou um babaca que não escrevo sobre celebridades nem sobre a pelada da semana.
Mas isso pouco se me dá, Iara, porque eu sou autêntico, escrevo o que quero, expresso o que sinto e penso. E como sou eu quem mantenho cada um dos meus blogs, faço questão de não aceitar pataquadas e frescuras neles. Não se trata de democracia, e sim de um bem privado que como tal deve ser usado de acordo com as regras do dono.
Por fim, já que você me suscitou a este desabafo, devo dizer que acho o fim da picada essa “necessidade” de muitos autores de blogs de agradar seus comentaristas, adular, fazer visitas de retribuição… Esse politicamente correto em excesso me dá nos nervos, tanto quanto os incontáveis “selos” e “prêmios” que a cada dia inventam por aí. Adoro link love, mas na forma de trackbacks, links para comentar artigos específicos, para trocar ideias (mesmo que discordando, embora pareça eu não me acho o dono da verdade), e não distribuição aleatória de links para blogs apenas porque eles falaram sobre mim ou não.
Enfim, Iara, eu sou quem eu sou, e já faz tempo que descobri que tentar agradar sempre é a maneira mais fácil de ser infeliz e frustrado, assim como a maneira mais rápida de sentir-se um fracassado.
Se quiser assinar os meus feeds sabendo disso, ótimo; se não, a beleza da vida está justamente nessa miríade de escolhas a que somos expostos diariamente, a cada instante.
Iara.
Só pra constar, até este momento, muitas e muitas horas depois de ter deixado a minha resposta, é que vi que você também remove a barra do Blogspot.
Não deixo de ter o mesmo preconceito contra quem faz isso, mas que fique claro que não estava “alfinetando” você.