22 Feb 2005
Entrevista com o spammer

Purificador de Água Lorenzetti

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Antes de mais nada, o endereço original da matéria: http://www.theregister.co.uk/
2005/01/31/
link_spamer_interview/. Quem quiser ter opinião a respeito do assunto, pode ir beber direto da fonte.
Pois bem, não é a primeira vez que “The Register” oferece uma matéria interessante sobre um assunto tão famigerado como o spam. Eu mesmo já falei sobre isso antes (A Podridão do Spam), aqui no blog. Desta vez eles foram entrevistar um comment spammer (eles deram a entender que podia ser uma mulher, mas não me convenci), desses FDPs que ficam emporcalhando os blogs alheios com seus anúncios de cassinos, putaria e remédio para impotência.
A reportagem vale a pena ser lida, mas três pontos são importantes de ressaltar.
Primeiro, o argumento patético do spammer: “não é nada pessoal”. Ou seja, eles não estão nem aí para sobre o que ou de quem é o blog. Se for possível criar um script que insira automaticamente (via curl) os comentários no blog (ou site) portador de deficiências, é isso que interessa.
Segundo, o mais impressionante de tudo: o tamanho das cifras. Como o artigo foi escrito em solo britânico, a moeda é a Libra. E o spammer disse que obtém receitas mensais de sete dígitos! E quase sem trabalho algum, basta deixar a máquina ligada à noite, e na manhã seguinte dar uma olhada para ver se está tudo bem. Alguém saberia me dizer o quanto em reais representa £1,000,000? (Esta é uma pergunta meramente retórica, crianças).
Terceiro, e aí não há, ou não deveria haver, nenhuma surpresa: o negócio dos spammers só é viável porque há gente que compra os produtos e serviços que se beneficiam de SEO (search engine optimization), ou seja, jogadores, viciados e punheteiros compulsivos em geral, haja vista os objetos de divulgação desse spam serem sites pornográficos, cassinos ou gente que vende medicamentos controlados para quem quer comprá-los sem controle.
O cara ainda dá umas dicas interessantes. Por exemplo, ele diz que link spammers são melhores que e-mail spammers, porque estes freqüentemente instalam programas à revelia do usuário, para fazerem seu “trabalho”, enquanto aqueles apenas utilizam-se de open proxies para postar seus “comentários” nos milhares de blogs que são suas vítimas. Isso, é claro, para que os IPs de suas próprias máquinas não venham a ser bloqueados, ou suas contas em seus respectivos provedores encerradas.
Bummer!
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Bom, como meus spams estavam totalmente bloqueados, eles enviaram spam a partir de Trackbacks. Parece a nova tendência. Fantástico. Aonde isso vai parar?
Com SpamKarma, a última vez que eu vi, estava com 2000+ spam bloqueados em um mês. Ainda bem que me cobram o serviço, não o tempo do processador que eu uso.
[Reply]
Pois é, comigo aconteceu o mesmo. Aliás, na matéria original também tratam disso.
E para resolver, apelei para a ignorância: desabilitei os trackbacks. Afinal de contas, durante toda a existência do site eu nunca pinguei ninguém, tampouco fui pingado. Ou seja, para mim eles não fazem falta.
E quanto aos comentários nos spams, continuo recebendo, mas como todos os comentários são moderados (apenas eu os libero para exibição, o próprio usuário não tem controle disso), não chega a haver mais do que algum consumo de espaço no banco de dados.
Ou seja, o que seria uma deficiência do Movable Type acabou se mostrando uma ferramenta eficaz para combater este problema.
[Reply]
[...] interessante, reportagens, matérias, etc. Foi lá, por exemplo, que eu li a Entrevista com o spammer, em que o cara contava como fazia para faturar uma porrada de grana diariamente só enviando [...]