13 Feb 2006

Encontre outro adjetivo

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(Link via A Companhia)

Segundo o Invertia, Chamar cliente de “burro” dá demissão por justa causa, diz Justiça.

De fato este episódio lembrou algo que aconteceu recentemente comigo, mas não foi com nenhum funcionário, mas com outro cliente de um estabelecimento onde eu estava fazendo compras.

O dia tinha sido terrível, e antes de ir para casa resolvi passar no supermercado. As filas estavam extensas, e como eu não estava com paciência para muita coisa peguei três ou quatro itens que me interessavam e fui para a fila. Um cara magro e feio, com uma camiseta “mamãe-tô-forte” estava na minha frente com umas cervejas e outros badulaques.

A menina do caixa passou as compras pelo leitor, e ao final ele viu que teria dinheiro para mais uma cerveja, e sem avisar nada simplesmente saiu e foi para o meio da loja catar mais uma garrafa, deixando a fila toda parada ali. Contei até dez, tentando convencer-me de que não valia a pena abrir a boca; aí contei até trinta, tentando convencer-me de que o cara já ia aparecer. Aí não agüentei mais e comentei: “será que esse filho da puta vai demorar muito?”, e o cara estava atrás de mim, e perguntou do que eu o havia chamado. “Além de filho da puta é surdo”, redargüí.

Claro que formou-se a confusão. O cara ficou ensacando suas cervejas e resmungando. Aí ele me xingou de “gordo escroto”, e eu respondi: “mas se eu quiser eu emagreço; e tu que é corno e burro, pretende fazer o quê?”.

Os seguranças já estavam por ali, não sei por que demorando tanto para interceder na discussão. Mais ou menos ao mesmo tempo que eu terminei de ensacar meus três itens, o cara disse: “vou te cagar a pau, gordo”. Aí eu enlouqueci.

Chamei os seguranças, e exigi que eles nos conduzissem para a calçada, pois queria ter liberdade para fazer o que fosse necessário. Saí para a frente do supermercado, parei no meio do asfalto, e chamei o cara. “Vem aqui apanhar como homem, corno filho da puta.”

O cara não foi. Não saiu de dentro do supermercado. Dei minhas compras de presente a um mendigo que estava ali por perto, e fiquei esperando o cara sair do supermercado. O gerente veio falar comigo, que eu estava constrangendo o cliente, e eu disse que constrangido estava eu, esperando que um imbecil resolvesse ir buscar mais uma bosta qualquer, totalmente alheio ao bom senso.

A cena deve ter durado um quarto de hora. Não apareceu polícia, não apareceram seguranças, e não apareceu o cara, que ficou lá dentro disfarçando.

De repente caiu a ficha do ridículo da situação. Aí eu disse pro cara: “fica aí, covarde, que eu vou estar escondido aqui, esperando pra quando tu sair tu ter o que tu merece!”. E fui pra casa, encomendei uma pizza e assisti novamente “Amor Além da Vida”.

No dia seguinte o gerente do supermercado veio conversar comigo, e disse que o cara tinha ficado ali até a hora de fechar, dizendo que estava esperando uma pessoa. E que dois seguranças precisaram escoltar o cara até um taxi, para que ele fosse embora.

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10 Respostas para “Encontre outro adjetivo”

  1. israel cefrin on 13 Feb 2006 at 1:49 pm

    Janio
    Eu tenho um cara que tá me devendo uma grana, ele não é magro mas também é feio, rolaria uma forcinha aí :)

    []´s
    Israel

  2. admin on 13 Feb 2006 at 1:54 pm

    Israel.

    Rola, sim. Dá uma olhada em Java na Cabeça e vê se assim está bom pra ti.

    :D

    Janio

  3. Plinio on 13 Feb 2006 at 2:01 pm

    Cara ! Desejo de Matar…direto ao ponto. Costumo ter sonhos onde espanco toda sorte de filhas da puta, mas muitas vezes são anti-clímax pois minhas porradas ficam em câmera lenta e não consigo nunca abrir o cérebro dos caras e ver os miolos expostos. Me lembrei do filme Irreversível (com o Vincent Cassel) onde um filósofo destrói a cabeça de uma cara com um extintor. Interessante como podemos nos transformar diante de injustiças ou simples filhadaputices cotidianas. Mas está tudo bem, vá ao supermercado mas não me chame ! hehehe…

  4. admin on 13 Feb 2006 at 2:11 pm

    Puta filme, puta clássico! Paul kersey é meu guru, que quase foi desbancado pelo personagem do Michael Douglas em “Um Dia de Fúria”. Mas Kersey se mantém, porque ele não foi otário de se deixar pegar por um tira tão sonso quanto o personagem do Robert Duvall.

    Se alguém quiser me dar um presente que vai agradar muito, que me dê a “box” de Desejo de Matar, ou então que baixe os torrents e grave pra mim. ;-)

  5. Grande Líder da Silva on 13 Feb 2006 at 2:22 pm

    Jânio, você é um risco para qualquer babaca, haha.

    Pelo menos assim essa genet aprende a respeitar os outros fregueses. O ponto é que a caixa do supermercado deveria ter pedido para o cara voltar para o fim da fila ou algo do tipo.

  6. ByM on 13 Feb 2006 at 2:24 pm

    Olha só conheço um amigo meu aqui do Rio que contratata os seus serviços para bater em dois gordos escrotos ‘amigos’ dele, topas?

    ps: ainda não vi esse filme… e essa sua atitude esta amis para bud sepencer, ehheeheheheheheheheh

  7. admin on 13 Feb 2006 at 2:31 pm

    Se eu fosse o caixa diria que não é possível, quando o babaca reclamasse eu chamaria o gerente.

    Não dá pra esquecer do bordão: “ema-ema-ema, cada um com seu problema”. O do caixa é cobrar, o do gerente é gerenciar conflitos.

    :)

  8. Rafael Slonik on 13 Feb 2006 at 2:50 pm

    Cara, isso é real? o_O!
    Faz um site/serviço novo: Intimidador de Aluguel. :)

  9. israel cefrin on 14 Feb 2006 at 9:35 am

    Eu já tinha lido na época e me lembrei direto dessa história. :)
    Tu podias ir ao super com o livro também. Não se pode classificar um livro como arma branca.

  10. Sidnei on 17 Feb 2006 at 11:36 am

    Nossa, eu dava meu ovo esquerdo pra te ver bravo! Pena que estamos só a 1200 Km de distância.
    Acho que tenho sorte; as filas de super que pego são forradas de gente boa. Alguns até cedem seu lugar se me vêem com apenas um produto. Ou será que meu biotipo amedronta as pessoas?

    Sidnei, entre um Danoninho e um Dove.

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