Eu sei que o título deste post ficou uma merda. Mas não consegui pensar em nada melhor para encabeçar um texto falando sobre… bem… um voo num bimotor!
Neste exato momento estou sentado no Aeroporto Internacional André Franco Montoro, em Guarulhos. Estou aguardando o horário de meu voo para Porto Alegre, e cheguei aqui num EMB120 (o Brasília da Embraer), voando pela Passaredo.
Foi meu primeiro voo em um avião pequeno (já há alguns meses que venho viajando de avião uma vez por mês, pelo menos), e senti quase a mesma emoção de quando voei pela primeira vez: quase nenhuma, a não ser o senso de novidade.
Ainda no solo, aguardando na sala de embarque do aeroporto de Ribeirão Preto, cheguei a tuitar que temia que o aviãozinho não me aguentasse — e pra quem não entende ironias, eu estava brincando. Tive de entrar na aeronave com os joelhos flexionados, pois o teto é baixo e eu não caibo de pé dentro dela. Quando ligaram os motores cheguei a duvidar — e dessa vez falo sério, apesar de exagerar um pouco — se aguentaria os 50min de viagem sob aquele ruido.
Nunca tinha feito um vôo curto assim (minha curta experiência nos céus compreende apenas voos entre Porto Alegre e Rio de Janeiro, e Porto Alegre e São Paulo), e fiquei impressionado com a aparente baixa altitude em que voa o Brasília. Talvez favorecido por um céu muito limpo, pude curtir durante todo o trajeto uma vista incrível do Estado de São Paulo.
Cheguei mesmo a sentir uma pontinha de arrependimento por ter decorado para passar nas provas de Geografia em vez de realmente haver estudado e aprendido. Foi deveras chato ver os rios que serpenteiam entre as propriedades rurais, que cortam cidades, atravessam montanhas, e não fazer a mais puta ideia de qual possa ser o seu nome. Idem para as cidades que para alguém menos relapso que eu poderiam ser de fácil identificação.
Agora espero a hora de embarcar num airbus da TAM, que é menos barulhento, balança menos, mas não faculta uma vista tão bela durante a viagem. E não tem nada a ver com o fato de uma boa parte do trecho passar-se sobre o oceano, e sim com o fato de eu não resistir a sentar naquela poltrona e cair no sono.
Crédito da Imagem: Drewski2112 via Flickr






Na época em que havia vôos Rio-São José dos Campos fiz uma viagem dessas em um EMB-120 da Ocean Air.
Foi bem interessante, andar num avião que não dá pra ficar de pé.