15 Feb 2006
“Desezo dzi Matar”

Televisor Samsung LCD 40" LN40M81BX

CPU Amazon AMD Athlon 64 3200 512MB/2.0GHz...

Não sei mais o que me fez lembrar disso, mas no segundo grau eu tinha um colega que era, pelo menos pensava-se isso, bichinha: magrinho, andar “gracioso” (na falta de adjetivo mais adequado), afeminado mesmo, carregava os livros colados ao peito (parecia aquela guria da propaganda do primeiro sutiã), ao invés de segurar displiscentemente com dois dedos uma pasta qualquer, como faziam os caras na época; além disso ele tinha uma voz un tanto aguda e com baixo volume, e falava os “esses” entredentes, o que lhe rendeu o apelido de Duzentz-e-Vintz. “Essa tomada é duzentz e vintz voltz, professor?”
Havia uns poucos que não rechaçavam esse colega, notadamente os “freakers” da turma: ele era o viadinho, eu era o gordo, o Choco era o negão, o Cinco Pilas (outra hora conto esse história) era o deficiente físico. Havia mais uns dois ou três que eram, simplesmente, gente boa, e não ligavam para os preconceitos dos demais.
Um dia, já no final do ano, época em que o estresse chega aos piores níveis, o Duzentz-e-Vintz estava chegando ao laboratório de eletrônica, com seus livros e cadernos contra o peito, quando um cara gritou de lá: “olha o viadinho chegando”. O cara era o *****, que era o maior e mais besta dos alunos da escola, que abusava do fato de ser muito mais forte que todo mundo, e espancava mesmo.
- Olha o viadinho chegando!
- Quem é que é “viadzinho” aqui, que eu não tô “entendendzo”?
- Tu mesmo, viado! Frutinha! Bicha! Puto!
- Ah, é? Então peraí que vou te mostrar quem é “viadzinho”.
O Duzentz-e-Vintz entregou seu material a um colega que estava próximo, sem nem olhar nos olhos do cara, nem dizer “obrigadzo”. Desceu de onde estava e foi ao encontro do *****, bem no meio da quadra de vôlei, e o que se seguiu é difícil de descrever, pois qualquer verbalização embota o brilho de tão magnífica cena.
Isso porque ninguém sabia que já havia muitos anos que o suposto viadinho treinava artes marciais, era faixa preta de Kung-Fu. Era muito bonito ver aquele corpo franzino, delicado, quase feminino, enchendo de chutes e porradas aquela besta acéfala do *****. Para usar uma expressão tecnicamente mais correta devo dizer: o Duzentz-e-Vintz cagou o otário a pau.
Exceto por dois ou três babacas que queriam apanhar junto com o *****, digo, que queriam defendê-lo (e, obviamente, foram devidamente paralisados pela massa estudantil que assistia o massacre), ninguém moveu uma palha para separar a briga. Até mesmo alguns professores que assistiam de longe o embate ficaram absolutamente neutros.
O ano terminou em seguida, eu mudei de cidade, e nunca mais ouvi falar no Duzentz-e-Vintz. Já o ***** eu encontrei há uns cinco anos: fui passar um fim de semana na serra, e a pousada em que fiz reservas sem conhecer era de propriedade do *****. E de seu namorado.
UPDATE: resolvi trocar o nome da besta por *****. Só agora caiu a ficha que sua homossexualidade não seja uma coisa tão bem aceita, razão pela qual é melhor não expor tanto assim o rapaz.
Textos possivelmente relacionados a este


Cara, essas histórias (ou até mesmo estórias) do tempo de colégio são fantásticas. Se fosse permitido um desvio poético, o namorado do ***** tinha que ser o Duzentz-e-Vintz.
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Hahaha. O mundo dá voltas, não?
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Mesmo estórias que sejam isso existe em algum lugar por aí, devem existir.
P.S.: Cara…esses seus anúncios do ML me fazem rir de vez em quando….no momento estão mostrando…
Dvd Gay meat rock, Livro a história de um casal gay, Pulseira Gay elástica.
Eu to ligado que vc ta fazendo e postando um script lá pelo lucrando na rede. Bota um filtro de keywords, porque assim como a Terra, o ML ta cheio de porcaria.
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Ah, que nada! Deixa as porcarias aí!
De qualquer forma, os anúncios do ML vão sair em breve do Blogue (e do Lucrando), ou os do Adsense. Não posso ter dois sistemas contextuais na mesma página (os Termos de Serviço do Google não permitem).
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hahaha, muito boa a historia

eu acompanho seu blog mais raramente posto algum comentario, mas voce não estava revoltado com o google?? tem algumas coisas de googleads no seu site ainda, fizeram as pazes? hehe
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A gente fez as pazes mais ou menos.
Não sei até quando vou manter os anúncios do Google, agora que meus anúncios contextuais do ML estão se desenvolvendo. Não esqueça que isso aqui é um grande laboratório pra mim. 
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não tenho o que comentar estou rindo imaginando a cena… Se vc achara o 220, podem fazer uam versão marcial do gordo e do magro, o que acham?
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Bateu, gamou!
Nelson Rodrigues a milhão
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Puuutz!! Ninguém bate as histórias de colégio né?
Me fez lembrar de um monte de coisa da escola, não necessariamente no mesmo tema hahahahaha…
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Ah, Marco, eu não pude continuar com minhas aulas de Sipalki-Do. Aí não teria graça, seria diferença demais entre ele e mim.
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Cara, isso me fez lembrar do diretor do colégio que estudei, ele tinha hemorroidas e foi um dia de calça branca (imaginem só como ele ficou), hoje talvez eu não acharia tanta graça, mas naquela época….
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Janio, tadinhuuuuu! Texto criativo, entretanto… Cd minha proposta? Cd meu link? snif snif
Hey, o Business Opportunities está cheio de vagas (remuneradas em dólar) para designers, bloguers etc. Passa lá, só não esquece de visitar o BOBrasil primeiro
Bjsss
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Ai, ai… depois de postar umas bobagens na cominidade do Inagaki, nada como rir com mais um de suas estórias. Você é um barato, cara. Acho que é por isso que te amo.
Sidnei, o macho mais boiola de Indaiatuba. Ou não.
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[...] Além disso, já está sendo possível (com um pequeno ajuste no script) utilizar o sistema como URL alternativa para o Adsense. E os resultados estão bem animadores! No artigo “Desezo dzi Matar”, do meu blog pessoal, há dois blocos de links. No momento do teste o primeiro bloco de links apresentou diversos links para produtos relacionados a escola, e no segundo a vídeos sobre briga de rua e galos de rinha (leia o artigo para entender). [...]
hehhehe..é o famoso “não mexe com quem está quieto”.
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[...] colhidas das reminiscências de minha juventude. A primeira eu já contei no artigo “Desezo dzi Matar” e quem não leu ainda pode fazê-lo agora. A segunda, que na verdade ocorreu um pouco [...]