Conselho de amigo: nunca perca o profissionalismo de vista
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Tenho uma confissão horrível para fazer. Sinto muita vergonha, mas se tenho por hábito não tapar o sol com a peneira quando é para os outros, no que diz respeito a mim, por uma questão de coerência, devo ser no mínimo tão rigoroso quanto. Está bem, vamos acabar com isso logo para abreviar o sofrimento. Se eu estivesse no dentista eu diria “capricha no motorzinho, doutor”. Mas aqui eu devo dizer de uma vez: na minha história recente eu cometi atos não profissionais dignos de muita vergonha. Pronto, falei. Já me sinto melhor para explicar o caso. Como todo mundo está careca de saber, eu sou o dono da PortoFácil, empresa de hospedagem de sites que só hospeda os melhores clientes. E por “melhores” entenda-se: aqueles que levam seus sites tão a sério quanto eu levo os meus, entendem que publicar uma página na Internet é muito mais do que mandar o Word pirata salvar como HTML, sabem que salvo absurdos a qualidade de um serviço é proporcional ao preço cobrado. Sem entrar no mérito do espaço que vendo para publicidade nos meus sites, o único produto que eu realmente vendo na minha vida é a hospedagem provida pela PortoFácil. Guardem bem este ponto. Há alguns anos atrás eu assinei uma conta na DreamHost, que eu usava para armazenar recursos menos “nobres” dos meus sites (como arquivos MP3, ilustrações, etc). Eu achava que agindo assim eu estava reservando meus melhores recursos para os clientes pagantes, e que isso os faria felizes. Não tardou para que eu abrisse mais exceções, hospedando alguns amigos que não tinham condições de pagar pela hospedagem em “puxadinhos” da minha conta. Até aí tudo bem, pois eu sempre estive lidando com gente que sabia onde estava pisando, sabia da diferença entre uma hospedagem de balaio como a DreamHost e uma hospedagem cujos servidores são mantidos pessoalmente pelo dono da empresa. Virou e mexeu, e no início deste ano decidi que iria encerrar definitivamente a conta da DreamHost, inclusive encerrando um serviço de hospedagem gratuito que eu mantinha por lá, o Blogarium (papo para outro desabafo). Avisei todo mundo que tinha “puxadinhos”, e à exceção da pessoa que se dizia mais minha amiga de todas, as providências foram imediatas. Quem não se dispôs a contratar um plano da PortoFácil deu um jeito na vida, seja lá qual for, e todos ficaram felizes. Exceto a que se dizia muito minha amiga. Esta pessoa chorou as pitangas, que não tinha dinheiro para pagar a hospedagem da PortoFácil, propôs que eu cobrisse a proposta da DreamHost (o que qualquer ser humano que entenda um pingo de negócios sabe ser algo impossível, a não ser que se derrube a qualidade aos mesmos níveis deles), e ante toda a situação que se me apresentava eu cometi a maior burrice que eu poderia ter cometido na vida: ofereci-me para que ela continuasse usando a minha conta que morreria em troca apenas do valor da anuidade. Ela então mandou os 120 Dólares pelo PayPal, que eu inteirei (devido às despesas para receber o dinheiro que o PayPal me cobra) e repassei para a DH. Ausência de profissionalismo, mas eu não deixaria uma amiga em dificuldades na mão. Até parece… Poucos dias depois a DreamHost resolveu transferir, bem no meio de um final de semana em Gramado, totalmente offline que eu estava, a conta para um VPS que eu havia solicitado para testes havia mais de meio ano. Aí eu comecei a ver o quanto dói a falta de profissionalismo. Para começo de conversa, a porcaria do servidor virtual da DreamHost é um lixo. E eles cobram por dia de uso. Não importando se havia uma anuidade recém paga, o que eu via era a conta do VPS que eu não queria, para o qual as contas foram transferidas sem meu desejo, menos ainda minha autorização, aumentar a cada dia. Justamente quando eu deveria estar mais disponível para os meus clientes (em duas semanas a PortoFácil quadruplicou sua capacidade de atendimento, havia muitos servidores dedicados para configurar) eu estava arrancando os cabelos para pôr as contas da minha amiga de volta. Depois de muitos dias, e de uma conta de noventa Dólares extra, eles repuseram as contas no servidor compartilhado, porém por algum problema deles os bancos de dados deixaram de funcionar. Claro que eu não vi, primeiro porque meu interesse era de ajudar uma amiga, e eu não leio os seus blogs porque não gosto de clipping de notícias de outras fontes; segundo porque tenho prioridades, tenho responsabilidade com gente que me paga o valor justo para eu tomar conta dos seus sites. Hoje ela reclamou mais uma vez que os domínios não estavam funcionando, e deu a entender que eu estava sabotando os sites dela. Baita sabotagem, arrumar uma conta de noventa Dólares extra para eu ter de pagar! E ao comunicar que estava fazendo o que era possível, junto ao suporte da DreamHost, recebi a cereja do bolo na frase: “desculpa mas naum consigo dizer obrigada”. Não sei o que é pior, é se não se sentir nem agradecida por eu estar passando por todo o aperto, toda a raiva, tendo despesa extra, ou se por escrever “naum”. PQP, eu agüento tudo, mas “naum” é requinte de crueldade! Marquem minha pele com ferro em brasa, amarrem-me sob um torneira com um pingo gelado e um disco do MC Créu em repetição automática, enfiem agulhas sob minhas unhas, dêem-me choque elétrico nos testículos, façam tudo isso junto, mas pelo amor de Deus: não me obriguem a ler “naum”! O erro é o mestre do acerto, isso não se discute. Mas feliz daquele que puder aprender com os erros alheios. Aprendam com meu erro, caros leitores, e não prostituam seu talento. Se a única coisa que eu realmente vendo é hospedagem de site e administração de servidores, com que direito eu vou macular esta habilidade e esta reputação construída durante anos de trabalho apenas para tentar ser “bonzinho”? Amigos se ajudam de muitas formas, mas nenhuma delas inclui desrespeitar-se ou desrespeitar o negócio que você conduz com dedicação e sacrifício. Atualização: não adianta perguntar quem é, e comentários inadequados serão ignorados. Por mais que para algumas pessoas desprovidas de lucidez pareça que eu esteja nem aí para respeito e cordialidade, é bem o contrário, e eu respeito tanto o direito de minha suposta amiga de achar que por algum motivo eu a sabotaria criando despesas e estresse para mim que não vou expor nomes nem URLs aqui nem em lugar nenhum. |
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O Gordo está careca de saber que
Janio, aprendi com situações parecidas que amizade e negócios “NAUM” se misturam. hahahahahahaha
Esquenta não. Quem te conhece sabe do teu profissionalismo nos teus projetos, principalmente no Porto Fácil.
Um abraço!
O pior, Jânio, é que erramos, ajudamos e daqui a pouco, por causa deste nosso coração mole, ajudamos novamente e persistimos no nosso erro.
Abraço.
Pior que a ingratidão é a ‘ingnorança’ (ingnorança, sim, por em nenhum momento deixar de olhar pro próprio umbigo e ver a situação que você se encontrava), seguida de um naum…
Eu tive bons momentos no blogarium, vou sentir falta dele… Por isso velho amigo, obrigado pelos bons momentos que tive lá, graças à vc!
ps: nunca achei essa dreamshot essa coca-cola toda… parecia mais fanta laranja…
Olá! Sou seu fã e acompanho diariamente seu blog, apesar de nunca comentar. Apesar, não resisti após ler esse post… Por isso que na faculdade sempre diziam: “Bonzinho, só se f…”. Não tem jeito.. Abraços!
@Heberth de Paula: Obrigado por me prestigiar desse jeito. Volte sempre. =)
Puxa vida Janio, é realmente desagradável tentar ajudar e ainda levar na cabeça.
Eu, de minha parte pessoal e intransferível, realmente nao tenho do que reclamar dos teus serviços.
Até me senti em certo ponto como essa tua “amiga”, pois vivo te enchendo os pacová perguntando sobre configurações de domínios nos servidores da PortoFácil.
@Israel Cefrin: Nem entra nessas, porque tu pagas o preço justo pela hospedagem. E nunca pechinchou. A César o que é de César, brother.
Janio, escrevi um e-mail para você comentando sobre este teu desabafo.. ficou grande e por nele revelar alguns detalhes que eu não gostaria de compartilhar com qualquer um preferi mandar por e-mail.
Amplexos parceiro e não se envergonhe você fez o que fez para ajudar.
Ah bom, entao agora vou começar a abusar mesmo heheheh
Normal, sr Janio. Erros acontecem, se é que podemos chamar generosidade de erro. Aliás, acho que quem errou na história nem foi você, porque, se você pensar bem, o que você fez foi não trocar sua bondade por dinheiro. Preferiu ajudar a ganhar dinheiro. Mas, é assim mesmo, nem sempre o resultado é aquele que esperamos.
Abraços
Jânio, no início do ano passei por isso, quando li o texto me veio na memória a última conversa que tive com essa “amiga” no MSN, cheguei a pensar se a mesma pessoa.. rsrs
Mas enfim, é bola pra frente e aprender com nossos próprios erros.
Abraços
Amigos, amigos, negócios a parte.
É muito triste aprender essas coisas, quando vem de um amigo seu, mas é a realidade.
Janio, se não fosse um abuso da minha parte, queria que fosse até meu blog para dar sua opinião sobre ele(blog). Costumo pedir isso as pessoas que estão a mais tempo nessa “luta”, e se você pudesse,agradeceria bastante.
Sempre acompanho seu blog,mas pelo feed, e com pouco tempo fica difícil deixar meu comentário. Irei comentar mais vezes
abraço
Infelizmente funciona assim. Ingratidão desgraçada.
E o Heberth (saúde) tem razão: “o bonzinho só se f…”
Cansei de me ferrar com pessoas assim também… mas acabo persistindo no erro sempre…
Abraço!
Pois é, pessoal, muito obrigado pelo retorno carinhoso de vocês.
Na hora, quando escrevi este desabafo, eu estava mesmo magoado pela ingratidão da pessoa. Mas quando a gente resolve doar algo de si, não o faz esperando nada em troca (ou não é generosidade, é negociação). Ou seja, o problema não é com a guria em questão, e sim comigo mesmo — “pra variar” — e como tal vou ter de meditar mais um pouco.
Se puderem, não emitam nenhum pensamento negativo sobre ela, que não pode nem pagar pela hospedagem do próprio site, ou seja, já está bem pior do que nós!
Meu amigo,
como eu já vi em mim e falo a muitas pessoas,
a gente precisa ver realmente com quem estamos magoados,
pois, como você já começou a perceber, a mágoa mesmo, ou a maior parte dela, é consigo mesmo, por ter demorado a cair na real,
e ver que não podemos dar aos outros o que não temos.
Assim, vamos aprendendo a dizer não, pra aprender a dizer sim,
e o aprendizado, infelizmente, é nesta ordem.
Mas, não vamos esquecer, como você também lembrou,
que o erro é o mestre do acerto, e o que não nos deixa esquecer é a nossa experiência, que atua como a caixa preta de um avião,
registrando todas as informações sobre uma queda, informações essas que valem ouro na hora de evitar quedas futuras!
Abração,
Gentil
viu como os feeds estão atrasadões? haja trabalho (oba!)
Santo homem que zela por nossos servidores (bem pra caray, diga-se): esquece. Deixa pra trás.
Afinal, tua “amiga” ainda não aprendeu que pagar hospedagem é o mínimo pra quem está na internet???
Excelente texto. Eu estou sempre errando, mas também tento aprender ao máximo com meus erros. Vou estar sempre aqui, lendo e aprendendo. Um abraço!
Jânio, vai me desculpar mas ler um “naum” não é nada demais…
Entendamos que há diversas modalidades de comunicação, numa conversa informal de msn ou coisa parecida é bem pertinente o uso do “naum” e não vejo problema algum.
Entenda também que o fato da pessoa escrever “naum” não implica em falta de capacidade intelectual ou algo do tipo, veja por exemplo, que neste texto seu (que creio tenha sido escrito com um objetivo mais formal) tem um erro grotesco (não vou falar onde está) ao qual não te culpo pois é um descuido ou uma falha de teclado, enfim…
De qualquer forma eu creio que sua mensagem foi bem passada, não tem jeito bonzinho só se f***, e ler desabafos como este nos dão a chance de aprender com os erros alheios.
Grande abraço…
@Danie Rizzo: Erros de digitação são perdoáveis, alteração proposital da grafia das palavras não tem perdão. Veja que você mesmo errou o próprio nome ao assinar o comentário. Comparar o meu erro, seja ele qual for, a “naum” é leviano.
Mas valeu pela força.
Abraço.
Exatamente o que eu disse, o fato deu errar meu nome quer dizer que sou menos provido de intelecto ou algo do tipo?
Mas eu percebo claramente a sua intenção em seus textos e não concordo muito com a tempestade que faz com determinados detalhes que fogem ao objetivo principal, você reclamar da pessoa que foi mal agradecida e incompreensiva é pertinente, mas desfazer dela por um erro de português é meio inconveniente.
Da mesma forma que você fez a tempestade toda com um “naum” qualquer um poderia fazer com seu hábito de dizer “fide” ao invés de feed, enfim, essas coisas são de cada um…
@Daniel Rizzo: Fide é uma forma aportuguesada de “feed”, que não existe na Língua Portuguesa, assim como aqui é o Blogue do Janio, já que blog não existe.
É muito diferente de escrever “naum”. Isso é falta de personalidade, é ser maria-vai-com-as-outras, mas com as outras erradas, as acéfalas e incapazes de pensar.
Muito me admira que alguém com formação superior, um cientista, sejamos diretos, apóie a institucionalização tácita do novilíngua.
E não é fazer tempestade: a pessoa em questão, cuja identidade eu venho preservando apesar dos pesares, é professora de Línguas, veja você. Se isso não me der o direito usar o meu espaço para criticar o seu (dela) hábito nojento de escrever “naum”, então talvez seja hora de eu me desfazer de tudo o que tenho e ir para as montanhas esperar a morte chegar.
@Daniel Rizzo: Aliás, só para constar: vou considerar seus dois comentários como um alerta de que eu não devo esperar dos meus leitores senso de humor nem capacidade de entender ironias.
Realmente, EU não entendo ironias…
@Daniel Rizzo: então não esqueça disso quando ler o que eu escrevo.
Abração, bro.