24 May 2004
Bem vindo a meu novo blog!

Telefone Siemens s/ Fio c/ Ident. Gigaset ...

CD-R Gravável EMTEC 80 min Pino c/ 25

Já havia algum tempo que eu estava querendo duas coisas: criar um blog e migrar de Windows para Linux (não que uma coisa tenha a ver com a outra). Migrei parcialmente para o SO do Pingüim, e isso já me deu inspiração suficiente para criar o tão desejado blog.
Na verdade, este blog tem um objetivo principal, que é servir de “registro de viagem” em uma viagem realmente muito doida: resolvi aprender uma nova linguagem de programação, e o projeto vai ser um cliente de e-mail para rodar no Linux.
Por que um cliente de e-mail?
Uso e-mail desde os tempos do Blue Wave. Naquela época baixavam-se os “pacotes” da BBS (normalmente arquivos .zip ou .rar), que o BW descompactava e gerenciava offline. Depois subiam-se as mensagens todas de uma vez, em um novo pacote zipado, que o BBS se encarregava de propagar para o resto da rede.
Esse tempo passou (e deixou saudades), e acabei indo com a multidão para o Windows e seus mais diversos “sabores”. Experimentei vários programas de e-mail, mas nenhum que me tivesse feito tão feliz quanto “The Bat!” fez. Claro que eu devo usar uns 20% dos recursos dele, mas ainda assim são recursos que eu não encontrei em outro programa de e-mail (embora seu péssimo suporte a IMAP).
Por exemplo, The Bat! tem um suporte a templates fantástico. Com um pouco de engenhosidade é possível combinar os “templates” e os filtros e gerenciar dentro dele mesmo uma lista de discussão completinha. Claro que isso é mais do que eu quero do programa, mas utilização eficiente dos “templates” é algo sem o que não sei mais como viver.
Ao migrar para o Linux experimentei vários programas de e-mail, como o Thunderbird, o Sylpheed-Claws, e até o tão falado Evolution (que eu resolvi apelidar particularmente de “Involution”, devido ao fato de eu não conseguir fazer o bichinho rodar no meu Slackware). Nenhum deles se compara ao morceguinho, embora o Sylpheed seja o que chegue mais perto: leve, rápido, tem um sistema de templates até razoável, mas ainda peca em alguns aspectos, como a exibição de mensagens HTML (não “renderiza” a maioria dos elementos, simplesmente).
Ao lado de tudo isso, sinto também necessidade de uma ferramenta mais efetiva contra o spam. Não que o filtro “bayesiano” do morcego ou do Thunderbird não seja bom, mas é muito trabalhoso. Filtros que aprendem o que é ou deixa de ser spam levam tempo a serem treinados, e sempre têm a chance de falsos positivos ou falsos negativos. Em minha modesta opinião, o melhor sistema anti-spam baseia-se em desafio e resposta e listas de autorizações. Ou seja, para cada mensagem que chega a sua caixa postal, será enviada uma contra-mensagem, exigindo do remetente uma ação; se o e-mail do remetente não puder ser encontrado, ou se o remetente não fizer o que a contra-mensagem pede, a mensagem nem chega a ser exibida no cliente.
Meu desafio, então, é aprender uma linguagem de programação (no próximo “post” comento sobre as possibilidades) e desenvolver este cliente de e-mail que deve vir a atender todas as minhas expectativas. Claro que pretendo usar muito código alheio pronto, é para isso que serve o open-source, e não descarto a possibilidade de trabalhar em cima de algo que já exista.
Nos próximos “posts” farei considerações sobre as linguagens/ambientes de desenvolvimento que posso vir a adotar, bem como começarei a detalhar melhor o projeto. E à medida em que eu for desenvolvendo o software, as etapas também ficarão devidamente registradas aqui. Claro, só o que for mais emocionante.
[BL]Sistemas, segurança, correio, marketing[/BL]
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Mas esse negócio de contra-mensagem é um saco pro remetente. Essa estratégia que é usada pelo uol. E eu detesto
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Nossa, Sérgio, você “cavocou” meu post mais antigo!
Pois é, veja você como são as coisas. Realmente esses esquemas anti-spam baseados em desafio e resposta são um saco. Desde o dia que escrevi esse post (sem nem saber direito o que seria o Blogue do Janio) muita coisa mudou, inclusive minha percepção do que seria um sistema anti-spam razoável — talvez devido ao rumo que a própria PortoFácil tomou).
Atualmente acho que a melhor maneira de prevenir-se contra spam seja as RBLs da vida, que rejeitam mensagens oriundas de servidores reconhecidamente utilizados para a prática de spam. Pode parecer muito radical bloquear mensagens de um IP inteiro, que pode ser usado para envio de mensagens legítimas. Porém, a responsabilidade de manter os IPs “limpos” passa a ser do administrador do sistema, e não mais do usuário que precisa ficar classificando e-mails, ou do remetente que precisa ficar repetindo caracteres absurdos e ilegíveis para que sua mensagem seja entregue.
Obrigado pela presença, amigo!
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Pior que depois que comentei é que atentei para a data do post
falow
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Mas foi legal, é bom saber que alguém lê o passado do blog, não só em busca de receita de ovo frito!
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